domingo, 17 de janeiro de 2010

Fotos inéditas de diplomata brasileiro morto no Haiti

As fotos abaixo são inéditas, do Diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, o vice-chefe da ONU no Haiti.

As fotos são de outubro de 2006, quando ele assumiu a subchefia da Missão de Paz das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Costa está entre as vítimas do terremoto que devastou o país.

O corpo do brasileiro foi encontrado nos escombros do prédio da sede da ONU no país, destruído pelo tremor que atingiu Porto Príncipe.


Ajude o Haiti


Saiba como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti

O terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira (12) causou destruição na capital do país, Porto Príncipe, e em pelo menos outras três cidades: Leogane, Gressier e Carrefour.

Para que os brasileiros possam fazer doações às vítimas do terremoto, o Banco do Brasil abriu uma conta corrente.

O dinheiro recebido será administrado diretamente pela Embaixada do Haiti no Brasil. Os depósitos podem ser feitos de qualquer parte do País e também do exterior.
Veja os dados:

SOS Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
Conta corrente: 91.000-7

A ONG brasileira Viva Rio também está recebendo doações de medicamentos novos, alimentos enlatados, materiais de primeiro socorros, água e pastilhas de cloro para purificação de água, que serão enviados ao Haiti.

As doações devem ser entregues na sede do Viva Rio: Rua do Russel, 76, Glória, Rio de Janeiro. A ONG está aberta todos os dias, das 9h às 18h.

Para doações em dinheiro, anote:

Viva Rio Doações
Agência: 1769-8
Conta: 5113-6
Banco: Banco do Brasil
CNPJ: 00343941/0001-28

Também é possível fazer doações às vítimas pela internet. no site da organização ActionAid. Por telefone, o contato deve ser feito no 0330-100-0300

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Projeto reforça identidade de Mulheres Quilombolas

A UEG lançou ontem o projeto Jovens Mulheres Quilombolas de Goiás – Identidade, Protagonismo e Participação, idealizado pela instituição em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República.

O primeiro encontro de articulação do projeto aconteceu em Anápolis e reuniu prefeitos, vereadores, secretários municipais, diretores de Unidades Universitárias da UEG e representantes da Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial.

Participaram representantes de 16 municípios goianos que têm comunidades quilombolas.

São eles: Cidade Ocidental, Cromínia, Aparecida de Goiânia, Goianésia, Santa Rita do Novo Destino, Barro Alto, São Luiz do Norte, São João da Aliança, Teresina de Goiás, Cavalcante, Monte Alegre de Goiás, Campos Belos, Nova Roma, Posse, Minaçu e Mineiros.

O projeto busca contribuir para o desenvolvimento humano e a inclusão social das comunidades quilombolas de Goiás, no fortalecimento das capacidades de mobilização e de iniciativas de políticas públicas, bem como promover a participação das jovens mulheres quilombolas na garantia de seus direitos.

O projeto Jovens Mulheres Quilombolas prevê a realização de quatro seminários de formação e capacitação.

Também está programado o diagnóstico das formas de participação e iniciativas que estimulem e promovam a participação cidadã das jovens em cada comunidade envolvida pelo projeto.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DF sangra com a corrupção de seu governador. Algumas palavras podem explicar

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.



A verdade em que você acredita determina seu caráter.



A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é...



A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora...



A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira...



A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz...



A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.



O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.


Arnaldo Jabor

Reflexão: professor, cada dia menos valorizado

Por Adelino Machado

Um professor ou professora necessita de Curso Superior que pressupõe uma qualificação científica a partir da utilização de métodos sistematizados e fundamentados teoricamente.

Essa premissa é uma exigência humana para que os seres se aperfeiçoem em torno de sua própria evolução.

Um professor ou professora, ao contrário dos demais profissionais deve também ter formação polivalente para o atendimento a necessidades diversas apresentadas por um grupo de seres humanos agrupados em uma sala que recebe o nome de SALA DE AULA.

Numa sala de aula se desenvolvem desejos, expectativas, frustrações e distúrbios típicos da raça humana.

Neste espaço esses sentimentos devem respeitados individualmente e desenvolvidos na perspectiva da saúde física, psicológica, social e moral dos homens e das mulheres.

Já um Operador de Trator de Esteira também deveria frequentar Curso Superior para ter mais independência e não ser obrigado a utilizar a esteira da máquina para destruir as árvores que sem nenhuma reação são ceifadas para produzir lucros e alimentar os caixas (um e dois) das EMPRESAS NACIONAIS E MULTINACIONAIS.

Também um operador de máquinas (trator) deveria ganhar mais para melhorar as condições de vida de seus filhos e então poder dar-lhes uma boa e superior educação.

Os pedreiros por sua vez deveriam receber o máximo de uma sociedade humana que não mais sabe morar em cavernas, mas sim em belas casas e mansões confortáveis construídas artisticamente pelos trabalhadores da construção.

Os pedreiros deveriam ter a oportunidade de frequentar um Curso Superior realizado numa Universidade da Moradia.

Após isso construiriam casas ecologicamente corretas, ganhavam mais dinheiro e até receberiam uma moradia mais digna resultado do seu honesto e sagrado suor.

No entanto os tratoristas ganham migalhas para contraírem doenças originadas da poluição das máquinas e do calor intenso a que são expostos.

Os pedreiros ganham apenas o suficiente para não serem escassos do mercado, mas OS PROFESSORES E AS PROFESSORAS, esses ganham miseravelmente mal para cumprir seus atributos e status social, serem tratados ironicamente de mestres e cuidar da alma dos filhos pedreiros, dos tratoristas, dos médicos, dos advogados e até dos políticos que mesmo vivendo no planeta da abundancia mandam seus filhos à escola para se susterem de conhecimentos do professorado.

Diante de tal realidade, quem é que vai cuidar da profissão dos professores e das professoras? Será que são os sindicatos? Será que é o governo? Será que são os empresários? Ou será que são os próprios profissionais que se organizarão em grandes congregações e conselhos próprios para preservarem econômica e deontologicamente o destino desta tão necessária profissão?

Adelino Soares Santos Machado

Campos Belos – Goiás, 30 de novembro de 2009.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Revista Alemã: "Em 10 anos o Brasil será uma grande potência. Lula, pai dos pobres e do milagre econômico"


O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro.

Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira.

Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas.

A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro.

Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar.

Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde.

Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. "Lula, Papai!", chama Elizete.

Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem.

Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos.

Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão.

Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.

'Ele ainda é um de nós'

Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas.

Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho.

A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente.

Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil.

Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo.

Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil.

O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão.

Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. "É o mínimo que posso fazer por vocês", Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso

O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões.

Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe.

Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão.

Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele.

Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade.

Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação.

Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça.

Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de "Belíndia", um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres.

Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo.

Jim O'Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano.

Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente

Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010.

O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira.

O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido.

Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo acumulou mais de US$ 200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo.

Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país.

Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo.

O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira.

Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular

Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera.

Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.


Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, há menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%.

A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso.

Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social.

Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores.

"Brancos com olhos azuis" levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo.

Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente

Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média.

A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas.

"A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo.

A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial.

Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar.

Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. "Agora a região está crescendo por conta própria", diz Paes de Barros.

Lula foi abençoado pela sorte. Seu antecessor, Fernando Henrique, já tinha estabilizado a economia, que sofria com a hiperinflação, quando foi ministro da Fazenda em 1994.

Ele impôs uma reforma da moeda ao país e implantou leis que forçaram o governo a adotar políticas com responsabilidade fiscal. Lula não mudou nada disso.

Não havia necessidade de Lula reinventar a política econômica e social do Brasil. O país tem uma tradição de controle total da economia pelo governo que remonta aos anos 30.

O plano Marshall próprio do Brasil

Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio.

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo.

Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras.

Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco.

Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais.

No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial - e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras.

A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano.

Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos.

A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras.

Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.

Obstáculos burocráticos


O imenso apagão que ocorreu simultaneamente em grandes partes do país, há duas semanas, teria sido um sinal de alerta de que o governo está indo além de sua capacidade? A modernização da infraestrutura decrépita do Brasil está avançando, mas lentamente.

Bilhões de dólares em investimentos em portos, construção de estradas e no setor de energia existem apenas no papel, com a implantação atrapalhada por uma burocracia kafkaniana e um Judiciário moroso.

Além disso, o país também não teve muito sucesso no combate à criminalidade.

Lula tem mais um ano no poder, após ter resistido à tentação de manipular a Constituição para garantir sua reeleição para um terceiro mandato.

Ávido em preservar seu legado, ele tem buscado a indicação de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora, apesar da resistência dentro do próprio Partido dos Trabalhadores.

Rousseff, que foi integrante dos grupos guerrilheiros de esquerda após o golpe militar de 1964 e que posteriormente passou anos presa, tem uma reputação de tecnocrata competente, mas é vista como inacessível e autoritária.

Ela está acompanhando o presidente em suas viagens pelo país, inaugurando novas estradas e usinas elétricas.

Lula a apoia de modo tão determinado que até parece estar fazendo campanha para si mesmo.

Ela também está com ele em seu giro pelo Nordeste, apesar dos médicos terem removido um tumor de sua axila há poucos meses. Acredita-se que ela esteja curada e ela atualmente usa uma peruca após a quimioterapia.

Seu rosto é pálido e seu sorriso parece congelado. O presidente a puxa para o seu lado quando ele caminha até o microfone, e ele menciona o nome dela repetidas vezes.

Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. "Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar", ela diz.

Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco.

Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água - de sua própria torneira, em sua própria casa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Banco Central abre concurso para 500 vagas. Salário de 12 mil para Superior e 5 mil para ensino médio

O Banco Central (Bacen) lançou dois editais com vagas de níveis superior e médio. São 500 oportunidades com salários iniciais de até R$ 12,4 mil.

Candidatos poderão fazer as provas objetivas em várias capitais. As 150 vagas para técnicos de nível médio estão distribuídas entre dois grupos.

O salário inicial é de R$ 4.896. A partir de junho do ano que vem, o valor será reajustado para R$ 4.917. Quem optar pela área 1 desenvolverá atividades de apoio e suporte.

Aprovados para a área 2 serão lotados em funções de segurança institucional e poderão receber treinamento específico para o manejo de armas de fogo e condução de veículos.

No momento da inscrição, é necessário indicar a área de preferência. São 67 vagas para a primeira e 75 para a segunda.

As disciplinas básicas são as mesmas para as duas áreas (português, noções de direito, atualidades e raciocínio lógico). O conteúdo específicoda área1 envolve fundamentos de contabilidade, fundamentos de gestão de pessoas e fundamentos de gestão de recursos materiais.

Para a área 2 serão aplicadas questões de teorias e normas da segurança e legislação específica.

As oportunidades para analista exigem nível superior completo em qualquer área do conhecimento.

O salário inicial oferecido pelo Bacen é de R$ 12.960. O edital oferece 350 vagas distribuídas em seis áreas, cujo diferencial é o conteúdo programático para a prova de conhecimentos específicos.

Candidatos que optarem pela área 1 responderão questões de informática. Na área 2 serão exigidos conhecimentos em operações bancárias, contabilidade de instituições financeiras, micro e macroeconomia.

Os assuntos específicos da área 4 são organizações, planejamento, comunicação e estatística. Na área 5 haverá cobrança de questões sobre organizações, matemática financeira e contabilidade e auditoria.

As vagas da área 6 exigem conhecimentos em administração financeira,direito eorganizações. Todos os candidatos a analista do Bacen também responderão questões de português, direito constitucional, direito administrativo, sistema financeiro nacional, economia, raciocínio lógico e inglês.

No edital não foi determinada a distribuição de vagas por estado. Os aprovados poderão ser lotados em qualquer das cidades onde o Banco Central possui representação: Salvador, Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), PortoAlegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O prazo para inscrições vai até 16 de dezembro, por meio do site www.cesgranrio.org.br.

A taxa custa R$ 50 (técnico) ou R$ 110 (analista). As provas objetivas estão previstas para 31 de janeiro de 2010.

No ato de inscrição, os candidatos deverão optar pela cidade na qual desejam realizar as provas: Salvador, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

domingo, 22 de novembro de 2009

O PT de Lula vai às urnas, mas não empolga, como outrora, o povo brasileiro


Hoje, 22 de novembro, o Partido dos Trabalhares (PT) vai às urnas para eleger o seu novo presidente.

Quem deve substituir Ricardo Berzoini, que está no comando da sigla desde 2005, eleito em meio à crise do mensalão, é o ex-senador por Sergipe e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, ligado à corrente Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária da sigla, e próximo a outras correntes ligadas à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Mesmo que o PT escolha um líder forte como Dutra, dificilmente o partido vai se reencontrar com o povo que escolheu o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por duas vezes consecutivas, por mais de 110 milhões de pessoas.

O PT que se apresenta hoje é muito diferente daquele de 8 anos atraz.

Desde o mensalão, a máscara que cobria o rosto do partido caiu por terra e desnudou o que ninguém queria que fosse: que os integrantes do partido não tinham nada de éticos. Ao largo do discurso e da bandeira, o partido demonstrou ter a mesma ganância dos outros partidos, e pior, muito cinismo.

E mais, ludibriou quem, em boa-fé, acreditou na bandeira levantada pelo partido, desde o início da década de 80, em prol de um Brasil melhor e contra o que mais horrorizava a população e o eleitorado: alto nível de corrupção, o apadrinhamento, o toma lá dá cá .

E a resposta do eleitorado está aí. O partido não tem um nome para substituir o Presidente Lula.

Dilma, pelo andar da carruagem, não vai emplacar. Nomes interessantes, que poderia melhor representar a cor vermelha que tanto atazanou durante a oposição, como Marina Silva e Heloísa Helena , abandonaram o Partido.

Hoje, o PT sobrevive do carisma de Lula.

Não podemos negar que, salvo engano, Lula é um dos melhores presidentes desde Getúlio Vargas.

O Brasil cresceu muito nos últimos 8 anos. A economia anda por si só, a renda da população cresceu, o número de famintos diminuiu, as oportunidades apareceram, o desemprego caiu a níveis históricos, a comida na mesa do povo é mais farta, os níveis de educação aumentaram e o prestígio do país no exterior nunca esteve tão bom.

Tudo isso graça a Lula e nada graças ao PT. Lula é uma coisa e o Partido é outra.

Qualquer um melhor do que o Serra, que entrar na disputa das eleições do ano que vem, leva a parada.

Vide o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que a cada dia cresce em números de apoio e em expectativa. E pode ser o novo Presidente.

Tudo isso porque o PT não é mais o partido do povo.

Apenas o seu símbolo maior está na graça do povo, não a estrela transcrita na sua bandeira, mas uma outra que pode voltar em 2014: Luiz Inácio Lula da Silva.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Presos de Campos Belos passarão a ter assistência médica toda sexta

Detentos da unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal - Susepe, em Campos Belos começam a receber serviços médicos, que passam a ser oferecidos de forma periódica graças a parceria com a prefeitura do município.

O atendimento em Campos Belos terá dia e hora marcados: todas as sextas-feiras, das 8 às 11 horas, por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o diretor Guilherme Alves Gomes, a prestação do serviço na própria unidade permite melhor acompanhamento da situação de cada preso.

As consultas são previamente agendadas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Diretor da UnU Campos Belos recebe homenagem


O diretor da Unidade Universitária de Campos Belos, Rosolindo Neto de Souza Vila Real, será homenageado na noite desta terça-feira, 17, no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, pelo Conselho Estadual de Cultura.

Rosolindo Neto vai receber diploma de destaque cultural do ano de 2009, juntamente com Antônio José Filho, Daniele Cordeiro, Denizar Gomes dos Santos Filho e Armando Silva Fernandes, festeiros e organizadores da Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada no último mês de julho na cidade de Monte Alegre de Goiás, no Nordeste do Estado.

A festa é uma tradição de quase três séculos na cidade.

Durante a solenidade, que acontece no Salão Gercina Borges Teixeira, com a presença do governador Alcides Rodrigues, também será entregue o Troféu Jaburu para o teatrólogo Hugo Zorzetti.

Atentado contra a liberdade de imprensa

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

É por decisões controversas como esta que muitos tendem a criticar o Poder Judiciário, principalmente as canetadas de juízes novos e inexperientes que vez por outra enterram os preceitos de liberdade de expressão e de imprensa, consagrados no Art 5º da Constituição Federal de 1988.

A imprensa e os jornalistas são olhos da sociedade. A partir do momento que determinado cidadão passa a ocupar um cargo público, ele renuncia parte de seus direitos de privacidade para justamente prestar contas à sociedade.

Ainda mais quando este tipo de Administrador Público desvia mais de R$ 80 milhões dos cofres públicos.

A decisão do Juiz, além de ser imatura e imoral, é uma censura à liberdade de imprensa.

Registramos aqui os nossos protestos de blogueiro e jornalista.

A matéria completa da Agência Folha segue abaixo.

Acesse aqui o Blog do Enok: http://paginadoenock.com.br/

Acesse aqui o Blog da Adriana Vandoni http://www.prosaepolitica.com.br/author/adriana-vandoni/

Juiz proíbe blogueiros de emitirem opiniões sobre presidente da Assembleia de MT

O juiz Pedro Sakamoto, da 13ª Vara Cível de Cuiabá, proibiu em decisão liminar que dois blogueiros emitam "opiniões pessoais" sobre denúncias movidas pelo Ministério Público Estadual contra José Riva (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O juiz determinou ainda a exclusão de postagens já publicadas consideradas "ofensivas".

Caso descumpram a decisão, os jornalistas Enock Cavalcanti e Adriana Vandoni estão sujeitos a multa diária de R$ 1.000 e "posterior ordem de exclusão da notícia ou da opinião".

"O direito constitucional de livre expressão não autoriza os réus a denegrirem a dignidade do autor em público, imputando a este a pecha de criminoso", disse o juiz, na decisão.

Riva é réu em mais de cem ações de improbidade administrativa por conta de um suposto esquema que, segundo a Promotoria, funcionou entre 1999 e 2002 e desviou mais de R$ 80 milhões da Assembleia.

No período, o deputado se alternou nos cargos de presidente e primeiro-secretário da Casa e assinou cheques para pagamentos a empresas que, diz o MPE, eram inexistentes.

Em seu blog, Adriana Vandoni já definiu o deputado como alguém que "coleciona vitórias eleitorais com a mesma destreza que coleciona processos".

Ele disse ontem à Folha que está "indignada" com o que chamou de censura. "O pedido foi imoral e a decisão, amoral."

Enock Cavalcanti, que é militante do PT e assessor da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse que seu objetivo é "combater a corrupção".

"Essa questão dos desvios na Assembleia ficou irresoluta. No blog, assumi o compromisso de acompanhar este processo de perto", afirmou Cavalcanti.

O advogado Valber Melo, defensor de José Riva, negou que tenha havido censura no caso.

"Essa é a versão distorcida pelos blogueiros. O que buscamos foi impedir opiniões ofensivas à honra do deputado."

No pedido, a defesa de Riva diz que os leitores dos blogs são, "em regra [...], pessoas leigas, induzidas por formadores de opiniões". "Jornalismo sério é aquele cujo objetivo é informar a população dos fatos que acontecem em nossa sociedade e não perpetrar ataques."

sábado, 14 de novembro de 2009

Humor, para começar este sábado de bem com a vida (malvados)

(malvados)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ponte caída: prefeito responde

O Prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, respondeu à indagação e à reclamação publicada aqui no Blog, feita pelo leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

Segundo o Prefeito, a ponte é sobre uma rodovia estadual, portanto de responsabilidade do governo do estado de Goiás, especificamente da Agetop, a agência estadual que cuida das estradas e não da Prefeitura, como informado.

Ainda segundo o Prefeito, seu Gabinete está lutando, desde o início do ano, junto ao Governo do estado, mas a burocracia de licitação e a falta de verbas levam a uma situação vexatória como a apresentada.

Sardinha disse que hoje mesmo, 13 de novembro de 2009, cobrou do Secretário de Infra-estrutura do estado de Goiás e ele ( o Secretário) prometeu uma resposta para ainda hoje, pois desde o dia 1º de novembro estava prevista a chegada de uma empresa de engenharia para fazer a recuperação da ponte.

O Prefeito informa também que foram feitas várias viagens à Goiânia, capital do estado, para resolver o problema e, além disso, mantém ligações quase diárias com a Agetop.

Agora é esperar o desenrolar dos fatos.

O preço da gasolina

Só um doutor em economia consegue entender os aspectos que rondam o preço dos combustíveis no Brasil.

Não sei se a majoração dos preços nos últimos dias ocorreu nos outros estados, mas aqui em Brasília a gasolina saiu de R$ 2,67 para R$ 2,69, no início do mês.

Uma semana depois, mais um salto, para R$ 2,74, com um acumulado de quase 3%.

Bem, mas quais as explicações para o aumento?

O país foi o primeiro a sair da crise econômica, com a economia já em plena expansão novamente.

O dólar, principal vilão, caiu quase 60% em um ano, saindo de R$ 2,20 para R$ 1,70 em novembro. A inflação, que outrora era o gatilho da subida de preços, ta lá, bem quietinha.

E pior, o governo todo dia anuncia o grande poder da camada de pré-sal, com quase 80 bilhões de barris em reserva.

Ou seja, não falta abastecimento de petróleo porque o Brasil é alto suficiente, não há inflação e o dólar cai diariamente.

Por que a gasolina tem subido de preço?

E mais, o preço do etanol (álcool combustível) também tem se elevado. As explicações são semelhantes.

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e as desculpas para as majorações de preço são sempre a entressafra.

O problema é que a entressafra termina e o preço se mantém. No ano seguinte, o fenômeno se repete e o preço novamente aumenta.

Resultado, em Brasília o preço do álcool é de R$ 1,99, apenas R$ 0,75 mais barato do que a gasolina.

Mas não é preciso ter mestrado em economia para entender o que ocorre com a política de preço do nosso combustível.

O nome do fenômeno tem nome: ganância. O país inteiro é dominado por cartéis de postos de combustíveis, que impede a concorrência e faz-nos pagar um dos combustíveis mais caros do mundo.

Só comparando, no país de Hugo Chavez, na Venezuela, o litro da gasolina custa o equivalente a R$ 0,07, é a mais barata do planeta.

Na Argentina o litro sai por cerca de R$ 1,40, na Bolivia R$ 1,00 e no Paraguai R$ 1,45.

Até quando pagaremos a conta...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PEC dos Jornalistas aprovada

CCJC da Câmara dos Deputados acaba de aprovar a PEC dos jornalistas

Comissão da Câmara Federal aprova PEC dos Jornalistas*

Uma importante vitória dos jornalistas brasileiros! Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11), a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB.

"Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão", comemorou Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).


Na tarde desta quarta-feira (11/11), os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.

Texto: Site O Jornalista - Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.


Fonte: FENAJ

Ponte continua no chão

Em maio passado, ou seja há exatamente seis meses, publicamos aqui no Blog a reclamação do leitor Gilberto Beltrão, sobre a demora da prefeitura de Campos Belos em reerguer uma ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia.

A ponte está no chão desde setembro do ano passado.

Gilberto afirma que, até a presente data, a prefeitura de Campos Belos não tomou nenhuma iniciativa para reerguer a ponte, que está obstruindo a ligação da sede administrativa com essa tão importante região do município.

Será que é falta de verba pública ou questão de prioridade mesmo?

Só a Prefeitura pode responder...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sardinha inaugura nova iluminação pública e embeleza chegada em Campos Belos


Há mais de 10 meses no cargo, o prefeito de Campos Belos, Neudivaldo Xavier Sardinha, começa a mostrar algumas de suas realizações à frente do cargo.

Recentemente, o prefeito inaugurou a iluminação pública da pista dupla da saída nordeste da cidade, conhecida popularmente como “Saída do Barreirão”.

Com lâmpadas de mercúrio e com alto poder de brilho, a nova iluminação deu vida à entrada da cidade e causa um aspecto positivo no visitante que passa pelo local à noite.

É um gol de placa da Prefeitura, já que um dos aspectos mais precários do município, notadamente a sua sede, é o da péssima urbanização.

Agora é torcer para que o prefeito consiga fazer obras semelhantes nas saídas norte (Saída para Arraias) e saída sul (Saída para Brasília).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

20 anos das elleições de 1989

Você chegou a ver a entrevista do Collor no UOL, sobre os 20 anos das eleições de 1989?? (já faz 20 anos)..... Elle voltou a ter espaço na mídia... Veja aqui... http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm.

Até outro dia era um crime colocá-lo em qualquer espaço jornalístico. Hoje o "Senador" tem dado até opiniões...

Temos mesmo a memória curta...

São políticos como Collor ou Maluf e suas heranças nada convencionais que dão criatividade aos novos "homens da política" brasileira e que tanto faz mal ao nosso país.

Essa cultura não é fácil de se acabar...já se foram 20 anos das eleições de 1989. E olhando para traz, o Brasil melhorou muito...

sábado, 7 de novembro de 2009

Entrevista:Pablo Giovanni diz que é candidato natural a prefeito de Campos Belos e ainda pode tentar cargo de Deputado Estadual em 2010


Natural de Anápolis-GO, o ex-candidato a vice-prefeito de Campos Belos-GO, Pablo Giovanni, tem sua história de vida fincada no município, desde quando se mudou para a cidade aos três anos de idade.

Filho de um empresário ligado ao ramo atacadista, logo adolescente se enveredou para o lado político do pai e, aos 26 anos, esse bacharel em direito já acumula uma lista de cargos importantes ocupados nos bastidores da política goiana.

Foi assessor parlamentar entre 2002 e 2007, candidato a vice-prefeito e hoje exerce a função de Presidente do Partido Trabalhista Nacional (PTN) de Campos Belos, partido pelo qual Jânio Quadro foi eleito Presidente da República, na década de 60.

Pablo Giovanni também tem um forte relacionamento com o partido Democratas (DEM), o antigo PFL de Antônio Carlos Magalhães.

Seu pai, Celso Carlos ( Celso Boca Doce), foi presidente do Democratas por vários anos em Campos Belos. Ambos são amigos particular e têm estreita ligação com o deputado Estadual Frederico Nascimento (DEM- GO) e com o Vereador de Goiânia Virmodes Cruvinel (PSDC-GO).

As ligações deste jovem político não se restringem apenas a Goiás. No Distrito Federal ele tem uma boa relação com Helio Mauro, ex-deputado estadual e federal, ex- Secretário de Educação por Goiás, prefeito de Goiânia e hoje assessor do Governador Arruda (DEM-DF).

Além, claro, do apoio do Deputado Vilmar Rocha (DEM-GO), que atualmente ocupa cargo como Conselheiro Administrativo da CEB (Centrais Elétricas de Brasília) indicado pelo governador Arruda. Pablo foi coordenador de campanha política de Vilmar Rocha nas eleições legislativas passadas.

Nesta entrevista, Pablo fala que é um natural candidato a prefeito de Campos Belos daqui a quatro anos e tem grandes possibilidades de sair candidato a deputado estadual por Goiás já nas eleições do ano que vem.

Fala de temas espinhosos, como os processos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas de Goiás que apura as irregularidades descobertas na gestão passada da Prefeitura de Campos Belos, que segundo aquele órgão da União o município é dos campeões do Brasil em termos de irregularidades na aplicação de recursos públicos.

E ainda discorreu sobre seu projeto de gestão à frente do Poder Executivo, caso seja eleito Prefeito de Campos Belos:


Blog: A campanha política do ano passado foi a primeira em que você realmente participou efetivamente e como candidato a vice-prefeito, quais lições você tirou desse pleito?

Pablo Giovanni: Realmente como candidato foi a primeira que participei como candidato, mas eu já tinha participado de outras, inclusive fui o coordenador da campanha do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM-GO) em 2006. Vilmar foi o segundo deputado federal mais votado em Campos Belos.

Acredito que conseguimos essa votação em virtude do povo ter acreditado e confiado nas propostas e reconhecido o serviço prestado pelo Vilmar Rocha em nossa cidade. Além de tudo o Deputado tem uma relação de confiança, amizade e respeito com o povo de Campos Belos e sempre tem atendido os pleitos da cidade.


Blog: Você se considera um vencedor, mesmo perdendo as eleições?

Pablo Giovanni: Considero que saímos vitoriosos nessas eleições. Conheci muita gente, passei a ficar mais conhecido e aumentei o meu grau de amizade e relacionamento com a população e vi o carinho que a população nos recebeu e até mesmo as crianças.

Visitei todos os pontos do nosso município, povoados e todo zona rural. Outro ponto fundamental foi a oportunidade que pudemos presenciar a juventude participando mais ativamente de uma campanha política.

Só fiz aumentar a minha convicção de que posso ajudar mais ainda Campos Belos.


Blog: O PMDB é um partido emblemático. Uma legenda nacional forte, mas que apresenta divergências internas enormes. Em Campos Belos o partido é tradicional e governado por um grupo de dirigentes linha-dura. Como foram as conversas de bastidores, até sua escolha como vice na chapa encabeçada por Toninho?

Pablo Giovanni: Realmente o PMDB é um partido muito forte e possui suas divergências internas.

No Estado de Goiás estamos vendo essas divergências quanto ao nome do prefeito Iris Rezende como pré-candidato a Governador de Goiás por parte de alguns membros que acham que Iris não poderia deixar a prefeitura nesse momento.

Em Campos Belos, quanto aos bastidores, não foi diferente.

Quero fazer um retrospecto rapidamente quanto à escolha do meu nome. Primeiramente gostaria de lembrar que as convenções seriam realizadas em julho 2008. Já havia comentários desde há algum tempo que eu poderia compor a chapa do PMDB. Mas a primeira conversa aconteceu em fevereiro (2008) quando o Toninho me convidou para ser seu vice.

A princípio não aceitamos e nosso grupo acreditava que teríamos que disputar as eleições como candidato a prefeito.

Passado alguns meses foram vários convites feito indiretamente por companheiros, candidatos e vereadores do PMDB. Analisando o quadro político e depois de muitas conversas acreditávamos que nosso perfil poderia somar e vencer as eleições com o Toninho.

Entretanto o Toninho teve que contornar e ter um bom jogo de cintura para manter firme o grupo, mas não por parte dos chamados linha dura do tradicional pelo PMDB. Esses foram unânimes.

O que aconteceu foi que alguns pré-candidatos (vereadores da legislação antiga) queriam ser o candidato a vice. Acho que isso é normal e é legitimo dentro da política.

"Toninho não atrapalhou a campanha"

Blog: As próximas eleições para prefeito estão distantes, mas você já surge como uma opção eleitoral do seu partido, juntamente com os potenciais candidatos Rosana Cardoso, que já declarou aqui no Blog que vem se preparando para assumir o Poder Executivo, assim como Sardinha, que naturalmente deverá tentar reeleição. A pergunta é óbvia, mas não pode deixar de ser feita. Você já está trabalhando para as eleições de 2012?

Pablo Giovanni: Olha, nós que estamos na política e gostamos de política não paramos. Esse desejo é natural e principalmente somos procurado pelo nosso povo a todo instante para ajudá-los.

Quando ocupamos um cargo eletivo, só nos legitima mais nessa função. Além disso, sempre a gente ouve os amigos, companheiros e o povo pedindo para ser candidato. Inclusive querem que eu já seja candidato a Deputado Estadual já nessas eleições.


Blog: Como está sendo esta preparação? Você tem feito curso de gestão administrativa ou especialização na área? Esses cursos são importantes ou você acha que a questão política é mais relevante?

Pablo Giovanni: Como vocês sabem eu sou advogado e fiz especialização em direito penal. E quanto a estudar eu não paro. Gosto de estudar. Sou concurseiro.

Atualmente fui aprovado para delegado de polícia civil na prova objetiva e discursiva e aguardando próximas fases, analista jurídico do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás – TCM aguardando próxima fase, passei na 1 fase da Polícia Militar do Distrito Federal e fui classificado para Advogado da Terracap.

Também fui aprovado para Policia Civil do Tocantins. Então acredito que hoje os políticos devem ser atualizados e reciclados.

Acho que Campos Belos precisa de modernização política. Precisamos de políticos mais preparados e que realmente saibam lidar com problemas de gestão pública.

Blog: Alguns analistas políticos do cenário municipal afirmam que Toninho da Ótica atrapalhou mais do que ajudou no pleito passado. Dizem, inclusive, que se fosse você o candidato a Prefeito, as possibilidades de vitória da coligação teriam sido muito maiores. O que você acha dessa análise? Você teria maiores chances de eleição do que ele?

Pablo Giovanni: Acredito que os votos obtidos foram de uma composição que deu certo e por outros motivos não conseguimos chegar a vitória.

Agora realmente ouvi diversas pessoas comentando que seu eu estivesse encabeçando a chapa a nossa coligação poderia ter sido outro resultado. Mas conforme eu disse, acredito que nos procuramos desempenharmos o melhor papel possível.


Blog: Recentemente, nós publicamos aqui no Blog uma notícia, veiculada nos principais jornais do país, que Campos Belos figurava como um dos municípios campeões do Brasil em irregularidades na gestão das contas públicas. O fato atingiu o gestor que governou a cidade entre 2000 e 2008. Como você analisa esta informação?

Pablo Giovanni: Acredito que o fato atingiu e muito o gestor que administrou e foi prefeito nessas ultimas legislaturas.

Um dos principais fatos que fez com o que esses fatos chegasse a população foi a posição imparcial dos meios de comunicação da nossa cidade como radialistas, bloggers e jornais circulares, segmentos organizados, força que a oposição política, vereadores e formadores de opinião divulgasse as notícias embasadas e fundamentadas em relatórios, pareceres de auditores, analistas e profissionais altamente qualificados que figurou essas irregularidade.

É importante frisa que existem dois órgãos distinto que emitiu pareces das irregularidades: CGU e TCM/GO. Quanto a posição da CGU ainda não temos nada e quanto as irregularidades do TCM através de uma liminar conseguiram que retornasse o processo para o presidente do órgão.


Blog: Como o prefeito Sardinha, seu ex-adversário no pleito passado, deve tratar o tema?

Pablo Giovanni: Isso é algo que a população quer saber a posição dele. Acredito que o correto seria que o atual prefeito não interferisse no andamento e julgamento. Entretanto isso pode interferir nele.

Já que ele era o secretario de obras do município e um dos principais secretários e braço direito do ex-prefeito.

"O nordeste goiano e Campos Belos precisam é de emprego"

Blog: Qual foi o papel do eleitor jovem na sua campanha?

Pablo Giovanni: O nosso papel realmente foi estimular e aumentar a força jovem no mundo político de Campos Belos. Tenho convicção que conseguimos estimular a juventude Camposbelense nesse momento de maior sinal democrático da nossa república.

Infelizmente a juventude de CB não é valorizada, não é prestigiada e muito menos é ouvida. O nosso papel foi justamente ouvi e valorizar a opinião jovem. Acredito que o primeiro passo foi dado nesse processo nessas eleições.


Blog: Você foi assessor parlamentar em Goiânia e em Brasília e uma ponta de lança do deputado Vilmar Rocha no nordeste goiano. Conhece bem a cabeça dos deputados e a linha de atuação deles. Como essa “casta” política vê a questão do nordeste goiano?

Pablo Giovanni: Olha meus amigos, a gente sabe que o nordeste goiano se somar todas as 22 cidades do nodeste goiano somam aproximadamente 100 mil votos. Só a cidade de Formosa possui mais 60.000 mil eleitores.

Então esse quadro faz com que os políticos desinteressem pela nossa região. Nosso povo deve procurar políticos que realmente interessam pela nossa região.

O deputado Vilmar Rocha sempre diz que Campos Belos é uma cidade que ele se identifica. Vilmar veio de uma cidade como a nossa: cidade pequena, todos se conhecem, povo trabalhador, ordeiro e com muita vontade de vencer e de desenvolver a cidade.

Nós não podemos apoiar os famosos políticos para-quedas que só “lembram da gente” na época de eleição. Existem pessoas nos municípios que simplesmente cobram de políticos para apoiar e vendem seus supostos votos.

Com isso simplesmente quem perde é a população desses municípios que deixam de apoiar político com interesse real de ajudar nossa região.


Blog: O que eles poderiam fazer para melhor aproveitar as potencialidades econômicas e de desenvolvimento da região?

Pablo Giovanni: Acredito que o nosso potencial é muito forte divido em seguimentos.
Ecoturismo, Pecuária, Agronegócio, Comércio local e Minérios.

Acredito que em Campos Belos especificamente o Minério vai trazer uma modificação grande na nossa cidade e região. Estive conversando com o gerente geral da empresa Itafos - Drº Iram e ele me diz que as previsões da empresa são de gerar no prazo de uns dez anos de 300 a 500 empregos diretos.

Mas tudo isso vai depender de estudos para saber sobre a condição real da nossa terra. Acredito que o poder público do nosso Estado e município deve ajudar para saber as possibilidade de concretização.

O nosso projeto político em Campos Belos era de fazer desenvolver um grande projeto voltado para a nossa vocação. Sonhávamos em fazer Campos Belos virar um grande pólo industrial na área de calçados.

Já tínhamos feito o projeto junto a órgãos competentes para gerar aproximadamente 500 empregos nessa área. O nosso seguimento bovino é muito forte.

Além disso o nosso projeto político era desenvolver um frigorífico para gerar emprego.

O que mais a gente viu nas residências era o nosso povo pedindo emprego e não dinheiro. O povo e principalmente a juventude querem trabalhar e se auto sustentar e não viver dependendo de empregos políticos.

Isso faz qualquer pessoa se sentir bem. Trabalhar e ter seu próprio dinheiro no final do mês.



Blog: É mais que evidente que Campos Belos precisa de pelo menos um representante na Assembléia Legislativa do estado. Porque até hoje o município é tão fraco em tentar eleger seu deputado estadual? O que está faltando?

Pablo Giovanni: Conscientização de algumas lideranças políticas!
Infelizmente o que já vimos e vamos ver é que algumas lideranças políticas e até mesmo representantes municipais vão VENDER seus supostos votos em troca de benefícios pessoais não importando com o nossa real necessidade e desenvolvimento de nossa cidade e região.

Acredito que se o nordeste unisse teríamos a oportunidade de fazer 2 ou 3 deputados estaduais.

Teríamos um na região de Alvorada do Norte, outra na região de Campos Belos, considerando São domingos, Divinópolis, Monte Alegre, Teresina de Goiás, Calvalcante, Alto Paraíso e até mesmo com apoio de São João D’Aliança.

Seria importantíssimo para dar outro rumo para nosso Nordeste Goiano e em especial nossa Campos Belos.


Blog: Ano que vem teremos eleições para deputados. Qual será a sua vertente? Pretende apoiar um candidato aliado na região ou já é o momento para tentar um voo solo? Não seria o ano que vem o momento de você também tentar uma vaga da Assembléia Legislativa estadual?

Pablo Giovanni: Alguns companheiros e seguimentos organizados de Campos Belos querem que eu saia candidato a deputado estadual em virtude de poder aglutinar a base e capacidade de puxar lideranças dentro da base governista.

Inclusive no discurso de posse da atual legislatura, o ex-prefeito Ninha disse que seu interesse era apoiar uma candidato de Campos Belos e poderia ser o filho do Boca Doce, se referindo a nossa pessoa. Fico feliz em saber que ele vê com bons olhos a nossa candidatura.

Isso é sinal que ele acredita na gente. Isso nos deixa fortalecido pois veio de uma pessoa que conhece a realidade de uma campanha política a nível municipal estadual e até mesmo federal.

É Sinal que acredita numa possível somatória grande de votos dentro da nossa Campos Belos e possibilidade de alcançarmos a vitória.

Já a nível Federal vamos apoiar e dedicar a candidatura do Deputado Federal Vilmar Rocha (DEM- GO) pois além de ter ajudado e muito Campos Belos com recursos federais e Estaduais sempre esteve ao nosso lado em todos os momentos.

Inclusive na campanha municipal nos ajudou de todas as formas que era possível inclusive com sua presença em um de nossos grandes comícios.


Blog: O Município de Campos Belos é muito importante para a região, principalmente no aspecto econômico. Entretanto, ele apresenta sérias deficiências. Você poderia apontar quais serias as maiores deficiências do município na sua visão de gestor?

Pablo Giovanni: Acredito que o principal aspecto que a nossa população necessita é de emprego.

Hoje é grande a massa de pessoas e jovens que necessita de emprego em nossa cidade. Acredito que uma política voltada nesse setor é imprescindível para mudarmos essa triste realidade.

Temos que ver que a nossa vocação é pecuária e desenvolver projetos nessa área inclusive trazendo indústria nesses seguimentos e fortalecer o nosso comercio que é muito forte e gera emprego.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fomos aprovados na PF

É com grata satisfação e orgulho que comunico aos caros leitores e internautas, que estão sempre nos acompanhando e torcendo, que fomos aprovados no concurso público para Escrivão da Polícia Federal/2009.

E com saldo no caixa, pois alcançamos a 137º colocação de um total de 51 mil candidatos de todo o Brasil. Com 86 pontos na prova objetiva e 11 pontos na redação.

Foram convocados para as etapas seguintes do concurso cerca de 1100 candidatos para preencherem as 400 vagas disponíveis no edital.

O concurso da PF é um dos mais difíceis e mais concorridos do país, ficando atrás apenas de certames tradicionais como o da Receita Federal, Tribunal de Contas, Juízes e Promotores.

Foi uma grata vitória, que nos dar a certeza de que estamos trilhando o caminho certo.

Agora é torcer para ocorrer tudo certinho nas etapas seguintes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Indicação de Leitura: O Islã

Estou lendo um livro muito interessante.

O título é “Sobre o Islã, a afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo”.

O autor da obra é o jornalista Ali Kamel. O mesmo que você vê escrito nos créditos dos telejornais da TV Globo.

A própria história do autor já define o que se vai encontrar no conteúdo. Ele é filho de pai sírio muçulmano com mãe baiana católica e se casou com uma judia brasileira.

O livro não é religioso, mas traça, em detalhe, o nascimento e desenvolvimento das três grandes religiões do planeta.

Retoma narrativas da Bíblia, da Torá e do Alcorão, expondo as origens dessas religiões monoteístas e revela as muitas semelhanças entre elas.

Outra parte bem curiosa é quando fala da formação dos povos Árabes e do Oriente-Médio e a divisão em Estados Nacionais daqueles povos, capitaneada por Inglaterra e França.

Traz ainda as diferenças existentes entre sunitas, xiitas e curdos e mais que isso, desmistifica a noção ocidental de que o Islã é uma religião violenta. A bem da verdade, não mais violenta do que o cristianismo e o judaísmo.

Fala também sobre a guerra por petróleo, a expansão islâmica, que chegou à Europa, nas linhas de divisa da França; dos extremistas e terroristas e do futuro que se espera.

Enfim, nas suas 318 páginas, numa linguagem fácil e jornalística, o livro é um verdadeiro oásis para quem busca conhecimento, principalmente sobre os povos berço da civilização.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quando o lixo vira ENERGIA LIMPA!

Quando o lixo vira ENERGIA LIMPA!

Essa é a proposta inovadora do Engenheiro Dr. Daniel Sindicic, um dos principais nomes quando o assunto é tratamento de resíduos sólidos urbanos (vulgo LIXO) e desenvolvimento sustentável.

dados do IBGE indicam que no Brasil são gerados diariamente cerca de 140 mil toneladas de resíduos domiciliares, dos quais 70 mil toneladas são destinadas de forma totalmente inadequada nos lixões e o restante vai para aterros sanitários,
que não gera nenhum benefício em termos ambientais, sociais ou econômicos e em alguns casos acabam influenciando até negativamente, quando estes estão localizadas em áreas turísticas, por exemplo.

Isso sem contar as 4 mil toneladas de resíduos produzidos pelos serviços de saúde, coletadas diariamente, das quais apenas 14% são tratadas adequadamente.

A falta de tratamento adequado dos resíduos em geral, a nova ocupação sucessiva de locais para deposição à medida que os mais antigos vão se esgotando, a própria escassez de espaço nas áreas urbanas, tudo isso vem gerando um problema cada vez maior e apresentando prejuízos incalculáveis para nossa sociedade em geral.

Do ano de 1990 ao ano de 2000, a população cresceu cerca de 17%, enquanto que a geração de lixo cresceu 49%.

Dados do IBGE também estimam um crescimento populacional da ordem de 7,5 % nos próximos 10 anos. Isso significa que em 2019 seremos quase 206 milhões de habitantes no Brasil.

e para onde vamos mandar tanto lixo?

Além de ser incentivador de ações que permitam maiores índices de redução e reciclagem, o Dr. Daniel Sindicic propõe a gestão de novas tecnologias para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Para isso, ele acrescenta um novo "r" na tradicional lista dos 3 "erres" do meio ambiente:

Os "erres" ficam assim:

1 - Redução do consumo.
2 - Reutilização dos materias.
3 - Reciclagem.
4 - RECUPERAÇÃO DE ENERGIA (RECICLANDO ENERGIA).

"Uma ótima solução para a destinação do lixo nas cidades é a geração de energia a partir do tratamento térmico dos resíduos", afirma o Dr Sindicic.

Dentro desta proposta da RECUPERAÇÃO DE ENERGIA, observe o quanto de energia elétrica é produzida através da combustão de apenas 1 kg de lixo domiciliar e o que se pode operar com essa energia:

- um secador de cabelos por 24 minutos.
- uma máquina de lavar por 20 minutos.
- uma geladeira por 2horas e 52 minutos.
- uma TV por 5 horas e 45 minutos.
- um forno elétrico por cerca de 22 minutos.
- um ferro elétrico por 43 minutos.
- um computador por 5 horas e 45 minutos.
- uma lâmpada incandescente por 4 horas e 12 minutos.
- um chuveiro elétrico para 8 banhos.

"O lixo urbano pode produzir calor e energia quando usamos tecnologias modernas para aplicar o quarto "erre" - RECUPERAÇÃO DE ENERGIA - obtendo assim a ENERGIA LIMPA." diz o Dr Sindicic, phD pela USP na área de combustão e integrante do grupo DOUTORES DO MEIO AMBIENTE.

"Atualmente, o tratamento térmico é uma opção de baixíssimo impacto ambiental e seguro para quem opera, se for utilizada uma engenharia moderna, seguindo a tecnologia dos modelos internacionais, que já são aplicadas em mais de 800 locais nos países desenvolvidos.

O Brasil já tem condição de ter essa tecnologia nacionalizada e sair desta situação complicada que se encontra hoje ", diz Daniel Sindicic, especialista na área, que integra o grupo doutores do meio ambiente e atua há mais de 20 anos na área de tratamento de resíduos sólidos (incluindo resíduos perigosos, resíduos de tratamento de efluentes).

“Além da recuperação de energia, se retomarmos o montante acima (140 mil toneladas lixo/dia) e aplicássemos o tratamento térmico, poderíamos evitar que aproximadamente 36milhões de toneladas de CO2 seja lançada na atmosfera em um ano, o que seria uma ótima contribuição para reduzir o efeito do aquecimento global”.


O engenheiro Daniel Sindicic, PhD, é engenheiro mecânico, com mestrado na área de termodinâmica e doutorado em combustão pela USP e MBA na Universidade de Michigan – USA – e Saint Gaullen – Suiça.

Com 22 anos de experiência em gestão de industrias químicas, atuou como professor universitário das disciplinas "Termodinâmica" e "Mecânica dos Fluidos" por 11 anos na Universidade de Mogi das Cruzes – SP e em 2005 ganhou o Prêmio Industrial do Ano.

Hoje atua como consultor na área ambiental, direcionada ao tratamento de resíduos e recuperação de energia (DDMA - Doutores do Meio Ambiente) e preside a ONG ASDAMAS, entidade que tem como foco ações sustentáveis.

Para quem tem a intenção de fazer do lixo um negócio, o professor Daniel é uma ótima opção de consultoria.

A DDMA - Doutores do Meio ambiente - é primeira equipe multidisciplinar especializada na gestão ambiental e é formada pelos Dr. Eng. Dr. Daniel Ricardo Sindicic, Dr. Ricardo Buono Rizzo, Prof. Dr. Josmar Davilson Pagliuso, Profa. Dra. Paula Cristina Garcia Manoel Crnkovic.

Já está na hora de você fazer sua cidade um exemplo de desenvolvimento sustentável e, de quebra, ainda ganhar uma graninha extra.

Pense nisso!

Contatos: ihzorzi@terra.com.br ou cel. 9674-8108 com Ilde Hering Zorzi ou com a Mariella Zuccon - mzuccon@hotmail.com o cel. 9976-8116.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Exército nomeia novo Delegado do Serviço Militar em Campos Belos

O Exército Brasileiro nomeou ontem, 23 de setembro, o novo Delegado do Serviço Militar em Campos Belos.

Quem vai assumir o cargo de Delegado da 12ª Delegacia do Serviço Militar da 7ª Circunscrição do Serviço Militar é 2º Tenente José Ornei de Oliveira.

O Tenente Ornei estava servindo na Companhia de Comando da 6ª Região Militar, sediada em Salvador-BA e deve assumir o cargo até o final deste ano.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Promotor de Campos Belos faz reunião com policiais militares sobre normas jurídicas


O promotor de Justiça Wagner de Magalhães Carvalho, da comarca de Campos Belos, reuniu-se ontem (22/9) com todos os policiais militares lotados na cidade para discutir temas como: direitos individuais fundamentais, hipóteses de flagrante delito, busca pessoal e domiciliar, abuso de autoridade, improbidade administrativa, dentre outros.

O encontro, segundo destacou o promotor, teve o objetivo de esclarecer dúvidas e de repassar aos policiais noções elementares sobre normas específicas de direito constitucional e processual penal, que fazem parte do cotidiano da atuação policial, auxiliando seu desenvolvimento segundo os parâmetros legais.
Com informações do MPGO

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Prova da PF não foi fácil

Cerca de 100 mil pessoas realizaram, ontem, 13 de setembro, as provas de seleção de agentes e escrivães da Polícia Federal.

Em Brasília, grande parte dos candidatos fez o teste no Centro Universitário de Brasília (UNICEUB).

Muita gente saiu reclamando do nível de dificuldade da prova. Também pudera, as exigências de informática e arquivologia foram bem elevadas.

Em informática, por exemplo, não bastava saber os comandos de aplicativos com Word e Excel. Ao contrário, o conhecimento de redes exigido surpreendeu até mesmo os profissionais da área. A mesma coisa ocorreu com arquivologia. Os quesitos não ficaram apenas em arquivos correntes, intermediários e permanentes.

Quem estudou o assunto teve dificuldades, imagine então quem nem tocou na matéria.

Bem, agora é esperar o gabarito oficial. Boa sorte a todos!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Polícia Federal abre concurso

Para os concurseiros de plantão, mais uma oportunidade acaba de chegar.

A Polícia Federal abriu concurso para o preenchimento de 600 vagas. São 200 para o cargo de agente e 400 para escrivão.

Os interessados devem ter nível superior completo em qualquer área de formação, carteira de habilitação do tipo “B” (carro) e idade mínima de 18 anos.

O salário é de R$ 7.514,00 para os dois cargos. As inscrições serão aceitas entre 3 e 18 de agosto pelo site da Fundação Cespe/UNB (www.cespe.unb.br). A taxa é de R$ 110 e pode ser paga até o dia 19 de agosto.

O concurso terá duas etapas. A primeira terá provas objetivas, discursivas, avaliação psicológica, exame médico e de aptidão física, e será realizada em todas as capitais e no Distrito Federal.

A segunda etapa fase será destinada ao curso de formação, que será ministrado apenas no Distrito Federal. Os candidatos ao cargo de escrivão serão avaliados, ainda, por meio de prova digitação.

As provas objetivas e discursivas serão aplicadas no dia 13 de setembro, à tarde. Os locais e horários da prova devem ser divulgados em 2 de setembro pela internet e no Diário Oficial.

Os aprovados no concurso da Polícia Federal serão deslocados para postos de fronteira no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul.

Mais informações no site www.cespe.unb.br

sábado, 25 de julho de 2009

Humor: detector de boiola (vídeo)



Gente,bom dia...

O carnaval de Pernambuco é um dos mais tradicionais e animados do país.

Em especial, a folia nas ladeiras de Olinda, que reúne gente bonita, animação e muita irreverência.

E por quatro anos tive o privilégio de fazer a cobertura, ao vivo para a TV, daquela grande festa popular.

O carnaval de Olinda sem as brincadeiras e a critividade do folião não seria o mesmo.

Pois então, coleciono uma série de vídeos feitos por nós e que exalta bem esse lado irreverente da festa.

E a partir de hoje, estaremos disponibilizando para os nossos internautas.

Começamos com o Detector de Boiola, inventado por um folião paraibano.

Click aqui e assista no youtube.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amici curiae e amigos-da-onça: agonística de um diploma

DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Amici curiae e amigos-da-onça: agonística de um diploma

Por Nathália Kneipp Sena,

"Na jogada apressada de derrubar a Lei de Imprensa, com um discurso que evoca ‘liberdade de expressão’, criou-se o diversionismo, cortina de fumaça, necessário para a vitória do lobby do patronato que sempre quis derrubar a exigência do diploma. Prevaleceu a máxima de Maquiavel, "os homens ferem por medo ou por ódio"... Medo do que pode ser revelado, se não houver o controle, embora, paradoxalmente, usem o discurso da liberdade, defesa da diversidade (4). E ódio pelo que já escapou ao sigilo, expondo os amici às intempéries causadas por suas próprias ações, em plena crise do Senado".

Veja aqui o magnífico texto de Nathália Kneipp, publicado no Observatório da Imprensa.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Jornalismo e o tição

* Alfredo Vizeu

O ex-governador Leonel Brizola foi perguntado certa vez por um repórter sobre sua possível decadência política. Tranqüilo e com voz firme ele respondeu: “Eu sou que nem o tição, é só soprar que eu incendeio”.

O tição é um pedaço de lenha acesa ou queimada, um braseiro, colocado entre gravetos e lenhas nos fogões do interior do Estado do Rio Grande do Sul para ajudar a fazer o fogo nas manhãs frias. Como disse Brizola, um simples sopro e a chama toma conta de tudo.


Pois o exemplo do ex-governador serve como uma boa analogia para explicar como jornalistas, estudantes de jornalismo, professores, pesquisadores e a sociedade de uma maneira geral sentiram-se incomodados com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abolir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade profissional.

Sopraram o tição e aumentam cada vez mais as manifestações em todo o País, de legislativos estaduais a deputados e senadores, bem como das entidades sindicais na luta pelo restabelecimento do diploma.

A FENAJ e Sindicatos de Jornalistas de todo o País reuniram-se em São Paulo para estabelecer estratégias de ampliação e fortalecimento do movimento.


O Jornalismo não acabou. Está mais forte do que nunca. A decisão do STF, com todo o respeito que os ministros do Supremo merecem, mostrou pouco conhecimento do que é o Jornalismo.

Uma breve leitura dos livros publicados pelo pioneiro dos Estudos e das Teorias de Jornalismo no Brasil, Luiz Beltrão, pernambucano de Olinda, mostraria o impacto que o Jornalismo produz na sociedade diariamente, seja em pequenos acontecimentos e nos grandes.


A título de ilustração – e mais uma vez com todo respeito aos ministros do STF – tomo um curso realizado por Beltrão no Centro Internacional de Estúdios Superiores de Periodismo para América Latina (CIESPAL) para mostrar a centralidade do Jornalismo no Brasil, isso já no começo da década de 60.

No estudo ele apresenta e teoriza sobre a sua atividade no ensino de Jornalismo. O trabalho desenvolvido no Ciespal é transformado em livro, uma apostila com as conferências de Beltrão no Ciespal, ainda não publicado em português: Métodos de La Enseñanza de la Tecnica de Periodismo.


No livro Beltrão, aborda temas como: os processos didáticos para aplicação da aprendizagem do jornalismo; o conceito de jornalismo, suas modalidades e características; o estilo jornalístico; a reportagem policial, entre outros.

Da obra vamos nos deter em três aspectos que consideramos trazer uma interessante reflexão sobre o Jornalismo: a pesquisa, a bibliografia, o jornal-laboratório e a interdisciplinaridade.


Beltrão, sem dúvida, tem uma preocupação constante nas suas obras com a pesquisa sobre o campo do Jornalismo.

Em Enseñansa del Periodismo Beltrão apresenta uma investigação realizada no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, com a participação dos alunos, sobre os efeitos da suspensão da circulação dos jornais em função de uma greve dos gráficos.


Como enfatiza Luiz Beltrão, a investigação foi à primeira do gênero no Brasil e, provavelmente, também a primeira na América Latina.

O estudo mostra as conseqüências da falta de circulação de notícias sobre a sociedade durante o período que durou o movimento dos gráficos de 21 de março a 9 de abril de 1963.

A greve afetou os serviços públicos atingindo o interesse coletivo porque as ações governamentais que eram divulgadas nos jornais deixaram de ser comunicadas.


Beltrão mostra também que a área de diversão foi atingida resultando numa pouca procura aos cinemas mesmo com o lançamento, dias antes do término da paralisação, da superprodução Ben-Hur.

Com a volta da circulação dos jornais, a pesquisa identificou que durante as seis semanas seguintes de exibição do filme as sessões estavam sempre lotadas. A investigação mostra ainda que até mesmo os acontecimentos sociais foram afetados.

Festas e homenagens tiveram que ser adiadas em função da baixa assistência.


O estudo indica que a circulação das notícias é uma exigência da própria sociedade e a ausência das mesmas afeta fortemente o cotidiano de homens e mulheres.

A interpretação da realidade como um conjunto de notícias responde a uma expectativa pública e a exigências técnicas. A instituição do Jornalismo atua como uma mediadora entre a realidade global e o público ou audiência que se serve dela.


Uma breve leitura do livro de Beltrão, dentro da vasta bibliografia que temos sobre o campo jornalístico, contribuiria para uma melhor compreensão sobre o que é o Jornalismo. É uma atividade que exige um profissional altamente qualificado.

Por isso, o futuro jornalista deve estar preparado para os desafios das tecnologias digitais, do desenvolvimento da multimídia, das telecomunicações e da Internet, com a convergência de meios e suportes que diluem as fronteiras tradicionais do Jornalismo trazendo para a cena novos protagonistas, novos atores e novos processos (nova geração de jornalistas, professores e empresas jornalísticas).


Mas, o maior desafio é de natureza ética: ser fiel à destinação do Jornalismo como serviço público sem perder de perspectiva as inovações tecnológicas que atualizam constantemente seus gêneros e formatos garantindo a plena integração com as demandas da sociedade.


Por fim, há seis meses, por estar participando da Comissão Superior de Especialistas em Formação Superior para Subsidiar a Revisão das Diretrizes Curriculares de Jornalismo, do Ministério da Educação (MEC), não vinha escrevendo artigos sobre a relevância do Jornalismo para que minha opinião não se confundisse com a da Comissão e comprometesse de alguma forma o trabalho sério e ético que foi realizado.

Agora que o trabalho acabou, sinto-me à vontade para me manifestar publicamente de novo.

Desde já reitero minha defesa intransigente na formação superior em Jornalismo e na exigência do diploma para o exercício da atividade de jornalista.

Respeito às opiniões em contrário, mas, mais de 30 anos de luta como profissional, professor e pesquisador de Jornalismo mostraram-me a centralidade desse campo de conhecimento nas sociedades democráticas.


É sempre bom lembrar as palavras de Ruy Barbosa em Imprensa e o Dever da Verdade: “A imprensa é a vista da Nação.

Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa, se acautela do que a ameaça”.


Alfredo Vizeu – jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MP pede intervenção estadual no município de Campos Belos

A subprocuradora-geral para Assuntos Jurídico Institucionais do Ministério Público de Goiás, Ana Cristina Ribeiro Peternella França, propôs representação no Tribunal de Justiça pedindo intervenção estadual no município de Campos Belos, na Região Norte do Estado.

O pedido tem como base o descumprimento, pelo município, de ordem judicial expedida a partir da proposição de ação civil pública na qual foi requerida a nomeação dos candidatos aprovados para o cargo de professor.


Conforme a representação do MP, consta que o município não acatou decisão e interpôs recurso ao Tribunal de Justiça, que o converteu em agravo retido.

Dessa forma, os autos retornaram ao juízo de origem, ocasião em que o município juntou petição ao processo informando que o cumprimento imediato de origem, ocasião em que o município juntou petição ao processo informando que o cumprimento imediato da liminar resultaria no esgotamento do objeto da ação, causando prejuízos ao erário.

Isso demonstra, como ressalta a subprocuradora-geral, que o município não cumpriu, nem possui interesse em cumprir a ordem judicial. Ela esclarece ainda que o não cumprimento da decisão atenta contra o estado democrático de direito, em afronta direta à autonomia e independência do poder judiciário.

Entenda

A decisão que gerou o pedido da intervenção foi proferida pelo Tribunal de Justiça em fevereiro deste ano.

O TJ determinou que o município realizasse imediatamente a nomeação e posterior posse de candidatos aprovados para o cargo de professor P-III. A convocação deve ser em número equivalente ao de contratos temporários realizados, ou seja, 12 profissionais, e seguindo a ordem de classificação constante do termo de homologação do concurso.

Com informações do Ministério Público do Estado de Goiás

domingo, 19 de julho de 2009

Bob Flash publicou


O site de baladas Bob Flash publicou o lançamento da Revista Panorama Recife, do Jornalista Paulo Magalhães e a cobertura de TV que fizemos do evento.

Para não passar batido e se perder no tempo, publicamos agora no nosso Blog.

Veja aqui a cobertura do evento

Livros: Ex-diretor da Radiobrás mostra bastidores do poder

"Para gerir a Radiobrás, Eugênio Bucci enfrentou cara feia, corporativismos, puxadas de tapete de ministros, intrigas de assessores e de áulicos palacianos e uma crônica magreza de recursos". - Ricardo Setti, jornalista e escritor

"Em Brasília, 19 horas". Era com este bordão, do programa "A Voz do Brasil", que amigos saudavam Eugênio Bucci às vésperas do início do primeiro governo Lula.

O jornalista estava prestes a assumir o cargo de presidente da Radiobrás, sua primeira experiência na vida pública após trajetória notável em grandes redações do país.

A meta de Bucci era clara: fazer a estatal cumprir seu papel constitucional de servir à sociedade, atendendo o direito à informação.

Em quatro anos à frente da Radiobrás, acumulou vitórias e derrotas.

Agora, de volta ao ofício de repórter, Eugênio Bucci oferece aos brasileiros um dos mais reveladores e corajosos relatos jamais produzidos sobre os bastidores do poder na capital do país: o livro"Em Brasília, 19 horas", da editora Record, disponível na Livraria da Folha.

A partir da rara perspectiva de ocupante de um cargo de chefia, Bucci expõe as engrenagens da estatal e também os meandros do funcionalismo público em Brasília, com revelações inéditas sobre a máquina de comunicação do governo federal, um dos pontos nevrálgicos mais visíveis e menos estudados do poder executivo.

Com texto cortante, o jornalista escancara a estrutura paquidérmica da estatal sem poupar nomes, relatando casos de privilégios e uso da Radiobrás para propaganda governamental, e nomeando os personagens que fazem girar uma máquina apodrecida, movida pela troca de favores e pela bajulação aos poderosos.

O ex-diretor da Radiobrás expõe também sem pudor as resistências que enfrentou, incluindo alguns "puxões de tapete" vindos diretamente de ministros de Lula.

"Não havia um só decreto que me impedisse de seguir na direção mais óbvia; a impossibilidade estava na cultura, nos hábitos, nas práticas e nas idéias feitas", explica Bucci no primeiro capítulo do livro.

Esse raro e singular relato faz de "Em Brasília, 19 horas" um documento obrigatório para entender o Brasil.

E, também, um título de referência para estudantes e profissionais de comunicação.


Leia o primeiro capítulo do Livro

Com informações da Folha de São Paulo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

De volta aos textos

Amigos internautas,

Gostaria de pedir desculpas pela demora, cerca de 10 dias, sem atualizar a nossa página.

Mas foi por uma boa causa. Com a proximidade da prova do TCU, “concurseiro” que se preza tem que reservar pelos menos duas semanas de intensivo, com direito a esquecer a vida fora das matérias.

E foi isso que ocorreu comigo.

É isso. Mas voltamos esta semana com os nossos textos.

A propósito, continuo repercutindo a última viagem que fiz a Campos Belos. Encontrei muita coisa interessante, que, no meu juízo, deve ser de seu conhecimento.

Catador vive agonia do desemprego em pleno aterro sanitário

O catador Bonfim Pereira tem pouco mais de 50 anos de idade, mas aparenta ser muito mais velho.

Ele foi vítima do grande mal que afetou e ainda aflita grande parte da população do nosso país: pobreza, trabalho diário ao sol, falta de alimentação adequada, falta de um emprego decente e dignidade.

As rugas em seu rosto contam uma história semelhante a de muitos brasileiros.

Pelas idas e vindas à procura de melhoras em sua condição social, andou pela Bahia, Tocantins e Goiás.

Fixou-se definitivamente em Campos Belos acerca de 20 anos, onde constituiu família e uma casinha na periferia da cidade.

Morador de um bairro próximo ao lixão, logo encontrou nos rejeitos urbanos uma fonte de renda e meio de sobrevivência.

Não sabia ele, há 14 anos, que aquela profissão iria se tornar um dos ofícios mais benéficos para humanidade e um dos mais valorizados no mundo civilizado.

Do poder público, recebeu um voto de confiança e a promessa de que sairia da informalidade, do improviso.

Deixaria de ser um simples catador de papelão e passaria a ter uma profissão.

Com investimento da Prefeitura da Cidade, em meados da década de 90, ganhou, juntamente com cerca de duas dezenas de colegas de profissão, uma dádiva: uma usina de reciclagem, com maquinaria completa, da esteira de separação à máquina de prensagem.

Mal sabia ele que aquilo poderia se tornar um passaporte para uma vida digna. Migraria da pobreza para o ambiente de uma microempresa.

A usina significaria a criação de uma associação e a chegada de uma série de outros privilégios, como o fortalecimento do grupo social e a obtenção de uma renda básica mensal.

Seu portfólio de negócio cresceu e logo passou a incluir alumínio, garrafas pets, plásticos, papelão, metais diversos.

Um sonho para aqueles homens e mulheres, inseridos no último degrau da escala social de uma cidade do interior.

Mais os desafios advindos de todo trabalho não dependeriam apenas da força de vontade daquele grupo. Não dependeriam apenas de seus trabalhos diário e braçal.

Mais do que isso, precisariam do apoio público irrestrito, de um acompanhamento intelectual e assessoramento firme e direto, para que o negócio pudesse prosperar.

Afinal, o ofício não era só catar e selecionar o lixo. Alguém também teria que negociar, transportar, encontrar um destino correto e lucrativo para os produtos.

E era nesse ponto que mais necessitavam do Poder Público. Como acontece em milhares de prefeituras Brasil afora, os planejamentos de governos são apenas para 4 anos.

As idéias postas em prática por um administrador não servem aos anseios de gestor seguinte.

E foi isso que aconteceu com a usina de reciclagem de Campos Belos. Mal começou os anos 2000, os parcos recursos foram cortados.

O pouco apoio que ainda existia fora se escasseando até chegar ao total abandono.

O Poder Público desistiu e muitos dos catadores também. As dificuldades só aumentaram. Os compradores desapareceram e os preços despencaram. Hoje, os produtos compráveis estão bem abaixo de qualquer mercado competitivo.

Mas Sr. Bonfim, ao largo de seus 50 anos, apesar de solitário, continua ali, firme, separando e reciclando o que sociedade rejeita.

Entretanto, a mercê da sua insistência em não parar, é um catador desempregado. Vítima não da crise econômica, mas do descaso de meia dúzia de pessoas que tinha o dever de apoiá-lo.

Usina de reciclagem “apodrece” em Campos Belos


Enferruja a céu aberto um dos mais visionários projetos de investimentos da cidade de Campos Belos, nos últimos 30 anos. Uma usina completa de reciclagem de lixo está abandonada e virando sucata de ferro velho, a não mais do que quatro quilômetros da sede do Poder Executivo Municipal.

A Usina foi criada na gestão do ex-prefeito Anjo Galvão, em meados da década de 90 e tinha como intenção ser mais social do que empreendedora.

O objetivo era dar dignidade e expectativa de emprego e renda para cerca de duas dezenas de pessoas que sobreviviam catando lixo.

A maquinaria moderna foi comprada e instalada no aterro sanitário da cidade. Toda uma estrutura foi montada para receber os equipamentos, inclusive com a construção de um galpão para a Associação de Catadores e de uma casa de força.

Passados cerca de 10 anos da ousada e competente iniciativa, o projeto e todo o maquinário estão em ruínas.

O que era para ser uma escola de empreendedorismo e uma válvula de escape da sociedade marginalizada se encerra num monte de ferro velho, sob o mau cheiro do lixo e o olhar triste e desconsolado do único catador que sobrou.

E o que a Europa e o mundo civilizado tratam como negócio de primeira grandeza, em Campos Belos apodrece e entra para a história como projeto de uma “única gestão” e de um prefeito desvairado e preocupado com meia dúzia de lixeiros.



segunda-feira, 6 de julho de 2009

16ª Exposição Agropecuária de Campos Belos começa dia 9

A 16ª Exposição Agropecuária de Campos Belos vai ser aberta oficialmente no próximo dia 9, com a expectativa de dois mil participantes.

O evento vai ser realizado no Parque de Exposições Agropecuárias do Sindicato Rural do município, durante três dias.

Além dos rodeios, a programação da festa inclui shows do grupo Mala sem Alça e da dupla Máida e Marcelo.

Mais informações: (62) 3201-8905

sábado, 27 de junho de 2009

Casa de Saúde afirma que lixo jogado no aterro sanitário não é da Instituição

A Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição afirmou, neste sábado, que o lixo hospitalar despejado no aterro sanitário de Campos Belos não pertence à Instituição.

Segundo o interlocutor da Clínica, Aroldo Medina, o hospital está sempre preocupado com o lixo produzido no local e tem destruído agulhas, seringas e todo o material contaminado, por intermédio de uma empresa especializada e com licença ambiental.

Em recente visita àquela Casa de Saúde, a convite de um dos médicos proprietários, Dr.Paulo, este jornalista visitou toda a instalação do hospital, inclusive a área de incineração de despojos médico-sanitários, o que comprova a preocupação daqueles médicos com o destino dos produtos contaminosos produzidos pela Clínica.

Resta agora a palavra do Hospital Municipal de Campos Belos e da Administração Pública municipal, que gerencia aquela unidade hospitalar.

Se comprovado que o lixo hospitalar é mesmo da unidade pública, cabe ao Ministério Público Estadual e à própria prefeitura identificar os responsáveis por colocar em risco a saúde pública e tomar as medidas necessárias.

Com a palavra a Prefeitura da Cidade.

Quem tem legitimidade para defender a liberdade de imprensa?

Por Alberto Dines em 23/6/2009

Antes de discutir a questão do diploma é imperioso discutir a legitimidade dos autores da Ação Civil Pública acolhida pelo Supremo Tribunal Federal que resultou na extinção da sua obrigatoriedade para o exercício do jornalismo.

No recurso interposto pelo Ministério Público Federal, o SERTESP (Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado de S. Paulo) aparece como assistente simples.

A participação do MPF nesta questão é inédita e altamente controversa, tanto assim que o ministro Gilmar Mendes abandonou, numa parte substanciosa do seu relatório, o mérito da questão para justificar a inopinada aparição do órgão público numa questão difusa e doutrinal, suscitada aleatoriamente, sem qualquer fato novo ou materialização de ameaça.

Imaginemos que os juristas e o próprio MPF acabem por convencer a sociedade brasileira da legitimidade de sua intervenção.

Pergunta-se então: tem o SERTESP credibilidade para defender uma cláusula pétrea da Carta Magna que sequer estava ameaçada? Quem conferiu a este sindicato de empresários o diploma de defensor do interesse público? Quem representa institucionalmente – a cidadania ou as empresas comerciais, concessionárias de radiodifusão, sediadas em S. Paulo?

Na condição de concessionárias, as afiliadas da SERTESP são dignas de fé, têm desempenho ilibado? Nunca infringiram os regulamentos do poder concedente (o Estado brasileiro) que se comprometeram a obedecer estritamente? Respeitam a classificação da programação por faixa etária? As redes de rádio e TV com sede no estado de São Paulo porventura opõem-se ou fazem parta da despudorada e inconstitucional folia de concessões a parlamentares?

Se este sindicato regional de empresas claudica em matéria cívica e não tem condições de apresentar uma folha corrida capaz de qualificá-lo como defensor da liberdade de expressão, por que não foram convocadas as entidades nacionais? Onde está a ABERT e a sua dissidência, a ABRA? Brigaram?

E por que razão a ANJ (Associação Nacional de Jornais) de repente começou a aparecer como co-patrocinadora do recurso contra o diploma depois da vitória na votação? A carona tardia teria algo a ver com as notórias rivalidades dentro do bunker patronal? Essas rivalidades empresariais não colocam sob suspeita o mandato de guardiã da liberdade que o SERTESP avocou para si?


Grupo minoritário se sobrepõe à cidadania


De qualquer forma evidenciou-se que numa sociedade democrática, diversificada e pluralista a defesa da Constituição não pode ser transferida para um grupo minoritário (o SERTESP) dentro de um segmento (o dos empresários de comunicação) dilacerado por interesses conflitantes e nem sempre os mais idealistas.

O Ministério Público Federal, como órgão do Estado brasileiro, para levar a bom termo a Ação Civil Pública, deveria ter organizado audiências públicas para ouvir as demais partes.

Contentou-se em acionar a ré (a União) e suas assistentes simples (a Fenaj e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, ambas com atuações abaixo do sofrível).

Contentou-se com os interesses das corporações e deixou de lado a oportunidade de renovar e aprimorar o ensino do jornalismo.

Não se sabe o que efetivamente pensam os leitores, ouvintes e telespectadores sobre a questão do diploma e, principalmente, sobre as excentricidades do julgamento.

Os jornais têm registrado algumas cartas simbólicas sobre o diploma em si para fingir neutralidade e passam ao largo dos demais aspectos.


Articulistas calados


O que chama a atenção é que nos cinco dias seguintes à decisão da suprema corte (edições de quinta-feira, 18/6, até segunda-feira, 22/6) dos 28 espaços diários reservados a articulistas regulares e colaboradores eventuais nos três principais jornalões apenas um jornalista manifestou-se de forma inequívoca a favor da manutenção do status quo.

Dos 140 consagrados nomões que se revezaram todos os dias ao longo de quase uma semana, só Janio de Freitas (Folha de S. Paulo, domingo, 21/6) reagiu aos triunfantes editoriais da grande imprensa comemorando a morte do dragão da maldade, a obrigatoriedade do diploma.

Miriam Leitão, Gilberto Dimenstein e João Ubaldo Ribeiro discordaram da cortina de silêncio imposta pela ANJ, por meio dos comandos das redações, e não permitiram que o assunto fosse engavetado. Parabéns. Mas não se manifestaram a respeito da obrigatoriedade. Não quiseram ou não puderam.

A festa libertária acabou convertida numa festa liberticida. O cidadão recebeu um razoável volume de material noticioso e reflexivo, porém linear, esvaziado de qualquer elemento crítico ou, pelo menos, questionador.

Neste grande festival de hipocrisias, a imprensa aposenta o bastão de Quarto Poder e assume-se abertamente como lobby empresarial.

Já o STF, obcecado pela idéia de tornar-se um petit-comité legislativo, no lugar de converter-se em coveiro do autoritarismo, é apenas o parteiro de um novo mandonismo cartorial.

Nessas notas preliminares, ainda antes de entrar no mérito da questão do diploma, é preciso embrenhar-se na remissão histórica. Parte deles está mencionada em O Papel do Jornal, Uma Releitura (Summus Editorial).

No apêndice "O jornalismo na Era do Cruzado e a cruzada contra o diploma de jornalista", datado de 27/5/1986 (5ª edição, pp. 147-157, repetido nas edições seguintes), estão registrados os primeiros lances da história cujo desenlace ocorreu agora, mais de duas décadas depois.

A extinção da obrigatoriedade do diploma foi concebida nos primórdios da ANJ (1980), depois da malograda greve de 1979, quando os acionistas das empresas de jornalismo finalmente sentaram-se à mesa para traçar um projeto de longo prazo para o setor.

Sob o pretexto de renovar as redações e prepará-las para o fim do regime militar, a Folha de S. Paulo capitaneou um movimento para acabar de facto com a regulamentação da profissão. A primeira manifestação pública desta cruzada foi protagonizada por Boris Casoy, então colunista da Folha, na última página da Veja.


Constituição de 88


Em 1985, quando a Comissão Provisória de Estudos Constitucionais (planejada por Tancredo Neves e implementada por José Sarney) começou a preparar uma espécie de rascunho para a nova Carta Magna, o jornalista Mauro Santayana, na qualidade de Secretário Executivo, vazou para a Folha a informação de que nele constava um item que acabaria com a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.

A intenção de Santayana era conseguir as boas graças da Folha, sempre arredia à Comissão de Sábios.

A Folha abriu as suas baterias e, assim, a questão do diploma ganhou uma notoriedade injustificada. Não era matéria constitucional, mas desde então se tornou aspiração máxima da corporação empresarial da comunicação.

Não a preocupam os demais controles, licenciamentos e limites impostos pelo Estado. O lobby da comunicação sabe entender-se com o ente governamental.

José Sarney é a prova viva desta convivência-dependência. O que parece insuportável é o espírito crítico instalado nas redações. Ou perto delas.

A exigência do diploma nunca constituiu uma ameaça concreta. Mas convinha prevenir-se.

* Artigo do jornalista Alberto Dines publicado no Observatório da Imprensa.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lixo hospitalar é jogado sem nenhum tratamento no “aterro sanitário” de Campos Belos


Seringas, embalagens de soro, remédios com validade vencida, agulhas, luvas, gases usadas e material cirúrgico.

Todo esse material pode ser encontrado no aterro sanitário de Campos Belos.

Os hospitais da cidade têm jogado seus perigosos resíduos no “lixão”, sem nenhum tratamento, colocando em risco a saúde de muitas pessoas, principalmente das centenas de crianças que frequentam o local em busca de recicláveis.

Como se não bastassem as faltas de planejamento e da destinação correta do lixo urbano produzido, o descarte de material contaminado agora é outra preocupação, merecendo, inclusive, a intervenção do Ministério Público.

A irresponsabilidade pode ser dividida entre o Poder Público e os hospitais produtores do lixo, que evidentemente, pelos restos ali jogados, não dar para identificar se é da Casa de Saúde (uma clínica particular) ou do Hospital Municipal, as duas únicas instituições de saúde da cidade.

De acordo com a Resolução nº 36, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), hospitais, clínicas e laboratórios teriam até o ano de 2004 para se adequarem às normas de manuseio, controle e destinação do lixo hospitalar.

Há também, desde 1993, uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente que baixou uma série de normas rigorosas de seleção, isolamento e transporte deste tipo de material.

Mas a falta de comprometimento dos órgãos públicos e dos hospitais permitem que a população fique exposta a esse tipo de resíduos.

Infelizmente, essa é uma realidade de mais 80% dos municípios brasileiros. Segundo uma pesquisa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro, apenas 12% das cidades possuem aterro sanitário e a destinação segura para o lixo hospitalar.

E o caso de Campos Belos ainda é mais grave. A pouco mais de 4 km do lixão, corre o rio Montes Claros, um dos principais do município e fornecedor de boa parte da água consumida pela população.

Se nada for feito, o chorume, líquido poluente originário dos processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos, poderá contaminar tanto o lençol freático, como os pequenos córregos que levam água ao Montes Claros.

A situação é grave.


Prefeitura de Campos Belos instala lixeiras e tenta minimizar problema dos resíduos sólidos



Recentemente, a prefeitura de Campos Belos instalou dezenas de lixeiras por toda a cidade.

A intenção do prefeito Sardinha é tornar a cidade mais limpa e mais agradável para os moradores e também para bem receber seus visitantes.

As lixeiras foram colocadas em pontos estratégicos, principalmente no bairro central.

É uma boa iniciativa, porém insuficiente para resolver a problemática dos resíduos sólidos produzidos, diariamente, por cerca de 25 mil habitantes.

Um dos grandes problemas da Administração Pública Municipal é dar um destino correto ao lixo urbano.

Hoje, todo o lixo é depositado num espaço próximo à cidade, que todos denominam de aterro sanitário.

Porém, ao contrário do que o nome sugere, o local é um depósito improvisado, sem a mínima estrutura, e que poderá virar uma grande “dor de cabeça”, se não for assumido com prioridade.

Também está mais do que na hora, não só da Prefeitura, como toda a comunidade, incluindo escolas, universidade, empresas, ONGs se organizar e abraçar de vez um projeto de coleta seletiva e de separação do lixo.

O problema é de toda a comunidade local e não só da prefeitura.

Todos precisam saber que lixo não é lixo. Pelo contrário, gera dinheiro, emprego e renda.

Reciclar é uma prática ambiental das mais eficientes e inteligentes. E o Poder Público tem que entender isso e ser o motor propulsor dessa engrenagem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Senadores já assinaram PEC que prevê volta do diploma

O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) já conseguiu coletar 40 assinaturas de apoio à apresentação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que exige diploma de curso superior de Comunicação Social para o exercício da profissão de jornalista.

Para a apresentação da PEC são necessárias 27 assinaturas.

Segundo a proposta, o exercício da profissão de jornalista será privativo de portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação.

Além disso, acrescenta um parágrafo único, que torna facultativa a exigência do diploma para colaboradores.

Consultado pela Agência Brasil, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa afirmou "ser possível tornar obrigatória a exigência do diploma por meio de emenda constitucional".

Mas Corrêa chamou a atenção para o risco de a iniciativa ser interpretada como repreensão à decisão do STF, na semana passada, que dispensou o diploma para o exercício profissional de jornalista.

O senador Antonio Carlos Valadares solicitará também que o Senado realize audiências públicas na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ), com representantes de associações e federações de jornalistas e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de estudantes e jornalistas.

Segundo ele, o objetivo dessas audiências será o de aperfeiçoar o texto da PEC.

Fonte: Agência Brasil

Carta aberta aos jornalistas

Carta Aberta aos Presidentes e dirigentes dos Sindicatos de Jornalistas, aos Diretores da FENAJ e Membros da Comissão Nacional de Ética

É natural a tristeza e o abatimento. Eu mesmo vi isso no espelho e nos rostos de vários de vocês naquela noite e no dia seguinte.

Afinal, fomos violentados no que nos é mais caro: a dignidade. Fomos ultrajados e humilhados, em escala nacional. Apesar de toda indignação e sentimento de impotência, mais do que nunca é preciso seguir em frente.

Temos a obrigação de não desistir, pela memória de gerações de jornalistas que nos antecederam e dedicaram vidas inteiras à construção de uma profissão e, principalmente, pelos milhares de estudantes de jornalismo em todo Brasil que estão, neste momento, com razão, muito mais assustados, perplexos e inseguros sobre seu futuro profissional.

Conscientes destes compromissos, a Executiva da FENAJ tomou várias ações e presta os seguintes esclarecimentos e orientações:

1. A Direção da FENAJ e os presidentes dos 31 Sindicatos filiados reúnem-se, em São Paulo, dia 17 de julho, para avaliar a situação e combinar ações conjuntas. A reunião antecede o Seminário dos Jornalistas sobre a Conferência Nacional de Comunicação, dias 18 e 19, também em São Paulo.

2. Embora seja necessária a publicação do acórdão, a Executiva da Federação já tomou as providências necessárias para apresentar embargos, se houver omissões e, principalmente, excessos.

3. O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou sem efeito legal somente o inciso V do artigo 4º do Decreto-Lei 972/69, que exigia a apresentação de diploma. Todos os demais artigos da regulamentação, apesar das declarações públicas do ministro presidente do STF, continuam em vigor.

4. Até novas orientações da FENAJ, os Sindicatos filiados devem manter rigorosamente os mesmos procedimentos na emissão de cédulas de identidade e sindicalização.

5. A FENAJ já solicitou audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego para discutir as novas regras para registro profissional.

Sugerimos que os Sindicatos procurem imediatamente as SRTs solicitando a suspensão imediata da emissão de novos registros, que não sejam de diplomados, até a edição de uma portaria normatizando o processo.

6. O ensino de jornalismo não foi extinto, embora tenha recebido um duro golpe. A decisão do STF aponta para a barbárie no mercado, e só a atuação firme dos Sindicatos e o ensino com formação qualificada poderão reverter esse quadro.

A FENAJ continuará acompanhando o trabalho da Comissão de Especialistas que, neste momento dedica-se à elaboração de novas diretrizes curriculares.

7. Pisos salariais, a jornada de cinco horas, acordos e convenções coletivas não foram, embora as empresas sonhem com isso, objeto de discussão nesse julgamento. FENAJ e Sindicatos devem continuar denunciando e resistindo a todas as iniciativas de precarização e arrocho salarial da categoria.

8. Também não se alteram as regras de concursos públicos para assessoria de imprensa. O Estado tem a competência para definir as qualificações necessárias para as carreiras públicas. Se quiser, inclusive, além da graduação, pode exigir especializações, mestrados e doutorados.

9. A FENAJ está recebendo diversas manifestações de solidariedades de parlamentares de vários partidos políticos. Vamos propor a criação de uma Frente Parlamentar suprapartidária de defesa do Jornalismo e dos jornalistas e encontrar, no Congresso Nacional, o espaço adequado e usurpado pelo STF, a solução institucional para garantir direitos da nossa categoria.

10. Devemos todos, profissionais e estudantes, seguir protestando de todas as formas e em todos os momentos. É fundamental buscar o apoio de movimentos sociais, entidades como a ABI e OAB, políticos e, até mesmo, setores do judiciário inconformados com essa violência contra os jornalistas e a democracia.

11. Devemos também manter o alerta para a ameaça que o presidente do STF tem insistido em fazer contra regulamentações profissionais de outras categorias e, por tabela, contra a própria educação superior do país.

12. Por último, é muito importante denunciar o descaso e a irresponsabilidade do ministro presidente do STF, mas não podemos jamais esquecer que os principais responsáveis por essa agressão são os poderosos donos da mídia da Folha de S. Paulo, da Globo, do Estadão, da Veja, do Liberal, do Diário do Nordeste, da RBS...

É claro que a intenção do baronato da mídia e de seus aliados no STF é nos tornar menores. Mas vamos, juntos, provar que sairemos maiores dessa crise. Se alguns resistem com a proteção natural do couro de crocodilo, vamos mostrar que nossa couraça é de aço, forjada na luta.

Fomos provocados e desafiados. Não temos, agora, o direito à dúvida e à hesitação. Somente os que têm a ousadia de lutar, conquistam o supremo direito de vencer. Como na letra da canção, lembro que "se muito vale o já feito, mais vale o que será."

Queridos e queridas companheiros e companheiras,

Mais uma vez, vamos à luta!

Sérgio Murillo de Andrade
Presidente, com muito orgulho, da FENAJ

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Crescem protestos de Norte a Sul do País contra o fim do diploma dos jornalistas

Mais passeatas nacionais e atos públicos em prol da exigência do diploma de jornalismo estão marcados para esta segunda-feira, 22, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Teresina e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

As manifestações serão simultâneas, a partir das 10h.
Em Porto Alegre, haverá protesto na quarta, 24. Na página da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj (www.fenaj.org. br) você pode ver hora e local.

Em Campina Grande, na Paraíba, na última sexta-feira, 19, estudantes, profissionais e professores tomaram as principais ruas da cidade.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba também convocou reunião para o último sábado, 20, na OAB.

Representantes de diversos conselhos regionais, além de professores universitários e estudantes de graduação ,estiveram presentes e estão engajados.

Já foi desenvolvido um calendário de lutas, que vai muito além de passeatas, aglutinando outras categorias.

Sabe por que você ainda não tinha conhecimento de nada disso, cidadão? Porque nossa luta está sofrendo censura por parte dos grandes empresários de Comunicação do País.

Não há divulgação em rede nacional para minar o apoio da opinião pública. Eles foram responsáveis pela ação na Justiça, que terminou desregulamentando nossa profissão, desmerecendo nosso diploma e nos humilhando diante de toda Nação.

Interesses financeiros e políticos estão por trás desse golpe.

Com informações de Cecília Noronha, da Comissão de Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba

Com o projeto da nova linha de trem é hora do prefeito Sardinha rever seu programa de governo


Com a notícia de que Campos Belos será beneficiado com uma linha de trem, é hora dos poderes municipais, notadamente o Executivo e o Legislativo, pensarem projetos a longo prazo.

É hora de o prefeito Sardinha rever seus planejamentos e projetos de governo e incluir essa nova opção de desenvolvimento.

Fazendo parte do roteiro do agronegócio e do transporte de minérios, um dos mais rentáveis do planeta, Campos Belos poderá se beneficiar com a geração de emprego e renda e novas perspectivas de investimento, inclusive na qualificação de mão-obra para a construção da ferrovia e, posteriormente, na sua exploração.

Com este projeto de ferrovia, que tem previsão de começarem as obras ainda neste segundo semestre e com investimento da ordem de 6 bilhões de reais para toda a malha, definitivamente o município goiano e toda região serão beneficiados, de vez, pelo PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo.

Abram os olhos dirigentes! Pensem estrategicamente.

Por Dinomar Miranda

Projeto beneficia Campos Belos com linha de Trem



Pelo novo planejamento ferroviário do Governo Federal, seriam construídos 1,5 mil quilômetros de trilhos entre o estado da Bahia e o Tocantins.

A linha partiria do Porto de Ilhéus, no sul da Bahia, até Figueirópolis, no sul do Tocantins, onde a Ferrovia Oeste-Oeste se encontraria com a Norte-Sul.

O trajeto passaria por Brumado (produtor de magnesita), Santa Maria da Vitória, Vitória da Conquista, Bom Jesus da Lapa, no centro da Bahia, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no oeste produtor de soja.

Em seguida, passaria por Campos Belos (nordeste de Goiás) e entraria no Tocantins, cruzando Arraias, Paranã e Peixe, até se encontrar com a norte-sul.

A ferrovia tem orçamento de R$ 6 bilhões e suas obras deverão começar no segundo semestre.

Brasil tem 12 mil quilômetros de ferrovias em planejamento


Acesso fácil e barato aos portos de exportação para o Atlântico norte, para o Atlântico sul e até para o Pacífico, via Peru.

Essa maleabilidade poderá ficar pronta dentro de uma década, prazo previsto para as obras de um avançado sistema de transporte de cargas por ferrovias que cortaria o País.

Os trilhos passariam pelas grandes áreas produtoras de minérios e de grãos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Ao todo, as novas ferrovias deverão ter cerca de 12 mil quilômetros de trilhos, sempre com a bitola larga de 1,6 metro.

Os primeiros 585 quilômetros prontos pertencem à Ferrovia Norte-Sul, cuja construção teve início no governo de José Sarney (1985-1990) e foi incrementada no atual, que construiu 370 quilômetros.

A primeira parte, de 215 quilômetros entre Açailândia e Porto Franco, começou a operar em 1996, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Desde o início da operação, foram transportadas 5 milhões de toneladas de grãos, com economia calculada em 30% em relação ao preço do frete rodoviário. Até o fim do ano, a Norte-Sul poderá chegar a Palmas, capital do Tocantins.

O trecho foi concedido à Vale, que ofereceu R$ 1,47 bilhão e venceu a licitação para explorá-lo por 30 anos.

A empresa está instalando escritórios em cidades cortadas pela ferrovia, como Araguaina, Colinas, Guaraí, Paraíso e Palmas, e o trecho deve ser inaugurado até dezembro.

Os cerca de 800 quilômetros da capital do Tocantins a Anápolis (50 quilômetros a nordeste de Goiânia) estão em construção.

O plano é inaugurar a outra parte até julho do ano que vem, informou o presidente da Valec-Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Francisco das Neves. "Pode haver um pequeno atraso. Aí, inauguraríamos o restante até o fim de 2010", diz Neves.

Em Anápolis, foram terminados dois túneis, um de 460 metros e outro de 360 metros, que passam sob as principais avenidas da cidade.

Iniciativa privada

A Valec foi criada por Sarney para conduzir a implementação da Norte-Sul. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a estatal ganhou força, principalmente por causa das obras ferroviárias incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Saiu de um orçamento anual de R$ 400 milhões, em 2006, para R$ 3,25 bilhões em 2009. Entre suas responsabilidades estão os quase 1,5 mil quilômetros de estrada de ferro a serem construídos entre Estreito (MA) e Anápolis (GO), com custo estimado em R$ 4,2 bilhões.

Ao contrário da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), a Valec não administrará as ferrovias. Os trechos, quando prontos, serão licitados e entregues à iniciativa privada, como já ocorre com parte da Norte-Sul.

De Anápolis, a Norte-Sul seguirá pelo Sudoeste goiano, passando por importantes polos do agronegócio, como Rio Verde e São Simão Depois, entrará no Triângulo Mineiro, região também grande produtora de grãos, cana-de-açúcar e gado, e chegará a Estrela d'Oeste, no noroeste de São Paulo, quase fronteira com Mato Grosso do Sul.

A Norte-Sul termina aí. Há um plano, ainda em estudos de viabilidade, de levá-la até o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, cortando os Estados do Paraná e de Santa Catarina.

Na parte norte, a ferrovia ganhou mais um pedaço. Um decreto presidencial determinou que seja estendida de Açailândia (cerca de 500 quilômetros a sudoeste de São Luís) a Barcarena (PA), em mais cerca de 450 quilômetros de trilhos, já na região da Grande Belém.

Com isso, a Norte-Sul teria, quando concluída, 2.760 quilômetros.

Em Açailândia, a Norte-Sul encontra-se com a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, que leva minério de Carajás a São Luís e faz também o transporte de grãos.

Menos perdas

Pelo novo planejamento ferroviário, seriam construídos também 1,5 mil quilômetros de trilhos do Porto de Ilhéus, no sul da Bahia, até Figueirópolis, no sul do Tocantins, onde a Ferrovia Oeste-Oeste se encontraria com a Norte-Sul.

O trajeto passaria por Brumado (produtor de magnesita), Santa Maria da Vitória, Vitória da Conquista, Bom Jesus da Lapa, no centro da Bahia, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no oeste produtor de soja.

Em seguida, passaria por Campos Belos (nordeste de Goiás) e entraria no Tocantins, cruzando Arraias, Paranã e Peixe, até se encontrar com a norte-sul. A ferrovia tem orçamento de R$ 6 bilhões e suas obras deverão começar no segundo semestre.

Pelos cálculos do diretor de Desenvolvimento Sustentável da Bunge, Adalgiso Telles, o agronegócio perde US$ 3 bilhões por ano com a falta de logística, incluídas as questões portuárias, rodovias em péssimo estado, falta de opções de ferrovias e hidrovias. Por causas desses problemas, a safra perde entre 3% e 8% durante o transporte.

De todos os traçados ferroviários, o mais ousado é o da Ferrovia Transcontinental, que pretende ligar o litoral fluminense, a partir de São João da Barra, a Boqueirão da Esperança, no Acre, fronteira com o Peru, cobrindo uma distância de 4,4 mil quilômetros.

Os custos da Transcontinental ainda não foram previstos. A intenção da Valec é iniciá-la em 2012 e terminá-la em 2016, com previsão de atraso de cerca de quatro anos.

A ferrovia sairia de São João da Barra e avançaria pela região de minérios de Ipatinga, em Minas. De lá, pretende atravessar o Distrito Federal, cruzar com a Norte-Sul em Uruaçu, norte de Goiás, e chegar às grandes plantações de grãos de Mato Grosso.

Depois, seguiria até Vilhena, no sudeste de Rondônia, percorreria o Estado no sentido noroeste, até a capital Porto Velho, e dobraria para o sudoeste, até Rio Branco, no Acre. De lá, os trilhos seguiriam até Cruzeiro do Sul e Boqueirão da Esperança, fronteira com o Peru.

Com informações da Agência Estado

sábado, 20 de junho de 2009

Diploma: ABI repudia a decisão do STF


Na quarta-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista.

O Ministro Gilmar Mendes foi o relator do Recurso Extraordinário nº 511961, e votou contrariamente à exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão. Na opinião dele, a Constituição Federal de 1988, ao garantir a ampla liberdade de expressão, não recepcionou o Decreto-Lei nº 972/69, que exigia o diploma.

O voto do relator foi acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Cezar Peluso e Celso de Mello.

O Ministro Marco Aurélio de Melo votou pela permanência da exigência do diploma. Os Ministros Joquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

Em Brasília, onde foi participar da entrega de uma premiação, o Presidente da ABI, Maurício Azêdo, foi informado da decisão do STF e emitiu a seguinte declaração:

“A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito entre nós, como prescrito na Carta de 1988.

A ABI tem razões especiais para lamentar esse fato porque, já em 1918, há mais de 90 anos portanto, organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas e aprovou como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário.

Com esse fim, chegou a aprovar a possível grade curricular do curso de Jornalismo a ser implantado.

A ABI espera que as entidades de jornalistas, à frente a Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético”.

Maurício Azêdo, Presidente da ABI.

Um golpe contra a democracia

A grande burguesia dos meios de comunicação acaba de extinguir, por meio da questionável competência do STF, a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão.

Trata-se de um golpe contra o Estado de direito democrático.

Trata-se de um caso de lesa-opinião pública que, não fosse trágico e perigoso para a democracia (mesmo essa de corte elitista e liberal), deveria ir para os anais jurídicos como uma das mais peças mais hilariantes e falaciosas da história do Supremo.

O argumento fundamental do ministro Gilmar Mendes é que a exigência do diploma cerceia a liberdade de imprensa. Para "ilustrar" sua tese, lembra que a lei que determinou a exigência do diploma foi editada em 1969, portanto, durante o regime autoritário. O argumento é falacioso e o exemplo é descabido.

Em primeiro lugar, o douto togado confunde liberdade de imprensa com a não exigência do diploma. Em seu distorcido argumento, a inexistência da obrigatoriedade do diploma é condição para aquela liberdade (e ainda a de expressão e de opinião) se materializar.

Em segundo lugar, nosso sábio jurisconsulto descontextualiza o que foi a exigência sob o regime militar e o que é, hoje, quando vivemos sob uma democracia que busca se consolidar. (Essas e outras decisões "supremas" mostram como estamos ainda numa semidemocracia).


O jornalismo já é uma das profissões mais abertas, dado que há muitos meios de exercê-lo sem a necessidade do diploma, restando apenas algumas poucas funções exclusivas do profissional habilitado em curso superior.

Como o STF acatou a iniciativa dos empresários da comunicação, temos agora legalizado um golpe à liberdade de expressão, mesmo nos seus limites político-ideológicos burgueses.

Se a dita liberdade de imprensa é uma ficção burguesa, dado que somente o grande capital pode exercê-la de fato (pois monopoliza as grandes redes de rádio e TV, em conluio com a aristocracia política), imagine agora o cerceamento à liberdade de expressão com a inexorável e progressiva presença de porta-vozes dessa mesma burguesia política e empresarial com a idéia fixa do livre mercado acima de tudo e de todos.


Se formos rigorosos e coerentes (conforme a "lógica" pretensamente jurídica do STF), não há necessidade do diploma de Direito para exercer a advocacia, nem se tornar juiz, procurador ou ministro do Supremo.

Afinal, são ambas as profissões meras "artes": a de jornalista, a arte de escrever: a de advogado e similares, a arte de falar e escrever.

E também não há necessidade de diploma para os economistas, assistentes sociais, publicitários etc (afinal, em quê um eventual prejuízo destes à sociedade poderia ser diferente do prejuízo de um jornalista à mesma, para que seja exigido o diploma daqueles, e não deste?).


Quem desconhece, aqui, os graves prejuízos que o jornalismo pode fazer às pessoas e instituições? Quem pode esquecer a TV Globo e jornalões escondendo da opinião pública a campanha das Diretas, já? Quem não sabe que o jornalismo de TV e Rádio é monopolizado pelos políticos e empresários? Vocês sabiam, por exemplo, que está tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei para unificar os fusos horários brasileiros, em função do interesse da grade de programas das grandes emissoras?


O STF está judicializando assuntos que fogem de sua alçada, como é o caso de ofender com esta estúpida decisão liberdades consagradas no texto constitucional.

A democracia corre perigo quando uma corte toma decisões autoritárias com o apoio de procuradores federais, juízes e, é claro, a chamada grande imprensa venal e do capital, que manipula e distorce fatos para defender interesses escusos e elitistas da velha direita.


Outro argumento canhestro: jornalismo é uma "arte", como a arte literária, apenas diferenciada porque se materializa dentro de uma empresa que paga (mal) aos seus assalariados (que serão demitidos para serem substituídos por apaniguados).

Como dissemos, o diploma nunca impediu a liberdade de imprensa, nem de expressão, nem de opinião (que são diferentes tipos de liberdade, não necessariamente complementares).

Pelo fato de ser uma profissão aberta, milhares de profissionais estão empregados sem a necessidade de diploma (muitos, infelizmente, fazendo jornalismo marrom, puxa-saco, aético). O diploma nunca impediu ou cerceou quaisquer daquelas liberdades (muitas, apenas no papel, mas por causas materiais, exatamente capitalistas).


Ao mesmo tempo, jornalismo é uma técnica de redação, não uma arte, um trabalho diletante e romântico.

Exige a ética da comunicação, conhecimentos dos gêneros jornalísticos, redação e locução com técnicas específicas etc.

Mas, diante do avanço autoritário dessa corte de iluminados juristas, propomos, sob a mesma lógica, que seja extinta a exigência do diploma de Direito para o exercício da liberdade de representação perante o Estado ou outrem.

Afinal, no fundo, apesar da arrogância e pretensão desses togados, não há nada nos livros jurídicos que não possamos aprender sem a necessidade de um curso de Direito.


Se o Congresso não criar uma lei que reestabeleça a exigência do diploma, só restará a liberdade de opinião nas assembléias e reuniões públicas.

E talvez devamos temer até por esse direito, pois vejo que ações e idéias reacionárias estão começando a convergir nas váriasinstâncias dos três poderes, talvez temendo o avanço da nossa luta contra-hegemônica a essa ordem política e social de atraso e violência.

Proposta nossa contra a reserva de mercado dos formados em Direito: que os rábulas possam voltar à ativa e presidirem o STF. A democracia está frita com esses nobres juristas.

Roberto Numeriano é jornalista, mestre em Ciência Política, professor de comunicação da Esurp e da Faculdade de Caruaru

Jornalistas de todo o Brasil preparam onda de protestos

Depois da desregulamentação da profissão, Jornalistas do Brasil inteiro acordaram e preparam uma onda de protesto, que deve explodir país à fora.

A grande arma de mobilização está sendo a mais nova ferramenta de trabalho dos profissionais: a internet.

Blogs, e-mails, grupos e milhares de texto pipocam na rede mundial de computadores, com vista a unir e mobilizar a grande massa de jornalistas, que chegam a 80 mil em todo o país.

Este Blog, como sempre esteve, adere à causa e se coloca à disposição de todos os colegas e amigos jornalistas.

É mais que na hora dos profissionais se unirem e também serem corporativistas.

Veja abaixo umas das convocações:

“Eles são apenas UM simples número 8.

Nós somos MILHARES de jornalistas. Isso sem contar com os 180 milhões de brasileiros prejudicados com a desregulamentação da profissão. Ela abre precedentes para outras categorias.

Mesmo com a decisão do Supremo definida, nossa hora agora é nas ruas, fora das redações e dos bancos da faculdade. Vamos desmoralizá-los!

A Paraíba está dando o pontapé inicial. Ela já tem hora e local certos para o primeiro debate e organização das atividades de luta: sede da OAB, em João Pessoa, neste sábado (20), às 10h.

É uma convocação extraordinária do Sindicato, com presença de jornalistas, professores universitários, alunos e sociedade civil organizada.

Siga-nos, Brasil! Para isso, precisamos todos nos organizar, começando agora pela internet mesmo! É simples.

Cada um de vocês (estudantes, profissionais e colaboradores) do restante do país deve entrar em contato com o sindicato dos jornalistas do estado onde mora. Basta uma ligação para saber local e hora para o dia “D” de organização e assim podermos, na ocasião, marcar a data dos protestos.

Corram contra o tempo! O ideal seria uma reunião geral em cada unidade federativa, logo neste sábado. Depois, partiríamos juntos para o dia “D” nas ruas.

Deixem que os sindicatos entre si se articulem. Isso é fácil para as entidades. Vocês ligando, ganharemos muito tempo.

Muitos e-mails trocados ao longo da quinta-feira (18) sugerem protesto e ação coletiva com pedido de indenização.

Entre as propostas passadas pela internet está a de pintarmos a cara de palhaço, com tinta verde e amarela, colocando um nariz artificial.

Há também idéias de pararmos as principais avenidas das capitais brasileiras em um mesmo dia, com faixas e, se preciso, queimando pneus.

Se a decisão do Supremo é definitiva, a nossa indignação é bem mais ainda.

Não adianta notas de empresários de meios de comunicação nos jornais televisivos justificando o desmerecimento de nosso diploma, porque não vão conseguir enganar a opinião pública.

Nem podemos deixar o autoritarismo da “Justiça” ser passado em branco. Fomos ultrajados e violentados em nossos direitos adquiridos.

Como está escrito no site da Fenaj: “A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira”.

Segue abaixo a lista dos sindicatos de todo País. Liguem logo nessa sexta-feira e exijam uma reunião imediata já para o sábado:

Acre(68) 3223-7418; Alagoas (82) 3326-9168;Amapá – (96) 3224-2864/(96) 8114-7907;Amazonas –(92) 3234-9977;Bahia – (71) 3321-1914;Ceará – (85) 3272-2966
Distrito Federal – (61) 3343-1728/2251; Mato Grosso do Sul (Dourados) –(67) 3422-5540;

Espírito Santo(27) 3222-2699;Rio de Janeiro (21) 2620-8295; Goiás – 62) 3224-3451; Minas Gerais (Juiz de Fora) – 32) 3215-4534; Paraná (Londrina) –(43) 3341-8101; Maranhão –(98) 3246-2659;Mato Grosso (Cuiabá) –(65) 3025-4723;

Mato Grosso do Sul (Campo Grande)(67) 3325-5811; Minas Gerais (Belo Horizonte) – (31) 3224-5011/5450;Rio de Janeiro –(21) 3906-2450;Pará – 91) 3246-5209 ;Paraíba – (83) 3222-5632/(83) 9979-2046; Paraná –(41) 3224-9296; Pernambuco – 81) 3221-4699 Piauí – (86) 3223-6388 Rio Grande do Norte;(84) 3201 9183;

Rio Grande do Sul – (51) 3226-0664/1735 ;Rondônia – (69) 3224-3782;Roraima – (95) 3621-3937 ou (95) 9971-8132 Santa Catarina – (48) 3228-2500 São Paulo –(11) 3217-6299 ; Sergipe(79) 3214-1586 e Tocantins (63) 3215-7268."

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Começam os Jogos Abertos de Goiás em Campos Belos


A cidade de Campos Belos de Goiás, a 630 quilômetros de Goiânia, está sediando, neste final de semana, a 6ª microrregional da 10ª edição dos Jogos Abertos de Goiás.

Cerca de 1,10 mil atletas irão competir nas modalidades de basquete, vôlei, handebol, futsal e futebol society.

Estão inscritas 76 equipes de 19 municípios. A fase estadual dos jogos está prevista para o período de 26 a 29 de novembro, em Goiânia.

Os Jogos Abertos de Goiás são uma realização do Governo do Estado, por meio da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel).

Quero ser Juiz de Direito e sem exigência de diploma!!

A decisão do STF, que dispensa o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, me abre um mundo novo: a possibilidade de ser Juiz de Direito e, quem sabe, até alçar voo rumo ao próprio Supremo.

Sim, porque a decisão deixou claro que a minha profissão não exige diploma porque não são necessários conhecimentos técnicos ou científicos para o seu exercício. Disse mais: que o direito à expressão fica garantido a todos com tal “martelada”.

Tampouco a respeitabilíssima profissão de advogado e o não menos respeitável exercício do cargo de juiz pressupõem qualquer conhecimento técnico ou científico. Portanto me avoco o direito (e, mesmo, a obrigação), já que assim está decidido, de defender a sociedade brasileira diante dos tribunais e na própria condução de julgamentos.

Além de ser alfabetizado e, portanto, apto a ler, entender, decorar e interpretar nossos códigos e leis, tenho 52 anos (o que me dá experiência de vida e discernimento sobre o certo e o errado) e estudei – durante o curso de jornalismo (!) – filosofia, direito, psicologia social, antropologia e ética – entre outras disciplinas tão importantes quanto culinária ou moda: redação em jornalismo, estética e comunicação de massa, radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso etc.

Com essa bagagem e muita disposição, posso me dedicar aos estudos e concorrer às vagas de juiz pelo Brasil afora, em pé de igualdade com os colegas advogados. Também posso pagar e me dedicar aos cursos especializados em concursos públicos para o cargo, se eu julgar necessário. E não é justo que me exijam, em momento algum, qualquer diploma ao candidatar-me ao cargo.

Afinal, se a pena de um jornalista não pode causar mal à sociedade (!!?), a de um juiz também não teria este poder de fogo. As leis – e elas são justas em si – existem para serem cumpridas e cabe a um juiz, tão somente – usando da simplicidade do STF – seguir a “receita de bolo” descrita pelos nossos códigos. Assim sendo, um juiz não pode causar mal algum a ninguém, se seguir, estritamente, o que determina a lei. Concordamos?

Data venia, meus colegas advogados, por quem nutro o devido respeito (minha mãe, cunhada, irmão e sobrinha – por favor, compreendam) , quero ser juiz porque é um direito meu, assegurado pelo STF, e o salário de jornalista não está lá estas coisas.

Texto de Gadelha Neto

Presidente OAB considerou que foi "um erro de avaliação do Supremo"

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, considerou ontem (18), em entrevista, que foi "um erro de avaliação do Supremo Tribunal Federal" a decisão de acabar com o diploma para o exercício da profissão de jornalista.

"A decisão do STF, na minha compreensão, não observou corretamente qual é o papel do jornalista e a sua função na defesa da liberdade de expressão", afirmou.

Ao criticar a decisão do STF, que por maioria acompanhou voto do ministro Gilmar Mendes, relator da matéria, Britto sustentou que a liberdade de expressão é um bem tão fundamental, tão essencial à República que tem que ser praticada com independência e qualidade.

"Essas duas referências são obtidas somente com diploma e com o registro no Ministério do Trabalho. O primeiro garante a qualidade técnica e o segundo a qualidade ética, observou ele.

Para Britto, foram exatamente essas duas referências - a técnica e a ética - que acabaram revogadas pela decisão do Supremo. "Acho que vamos sofrer em consequência dessa decisão um abalo muito forte no futuro", previu.

"A legislação atual já resguardava uma reserva de mercado para as demais tarefas, que são as figuras do colaborador e do articulista.

Deputado deve propor projeto de lei para regulamentar a profissão de jornalista

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) afirmou hoje (18) que poderá propor ao Congresso um projeto de lei para regulamentar a profissão de jornalista, após ouvir os representantes da sociedade civil e entidades do setor.

“Acho que nós podemos repensar o assunto. Assim que ouvir uma manifestação da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) , vou procurar me posicionar, porque imagino haver um campo para se construir um projeto de lei, com uma regulamentação que esteja dentro dos balizamentos contidos nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou.

Miro considera possível suplantar a decisão tomada ontem (17) pelo STF, que aboliu a necessidade de diploma universitário para exercer a profissão de jornalista, pela via legislativa dentro da discussão constitucional.

“Temos que verificar, nos votos dos ministros do Supremo, onde estão os focos da inconstitucionalida de e aí suprimi-los, para construir uma regulamentação profissional, o que está amparado pela Constituição”, disse.

Segundo o parlamentar, a decisão do Supremo não levou em conta a evolução das profissões. Ele citou como exemplo a advocacia. “Os advogados, antigamente, para atuar nos tribunais, não precisavam de diploma.

Depois, havia o diploma, mas não o Exame de Ordem. Em seguida, além do diploma, passou a ser necessária uma prova duríssima na OAB”, explicou Miro.

A construção de uma lei regulamentando a profissão também é defendida pelo presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo.

“A Constituição diz que é livre o exercício das atividades profissionais no país, na forma estabelecida em lei. Se o questionamento é sobre um decreto-lei da ditadura, agora, sob o império e o abrigo da Constituição de 1988, é possível fazer outra lei para legitimar essa exigência do diploma”, afirmou Azedo.

O presidente da ABI defende que os profissionais e os estudantes de jornalismo promovam um protesto em frente ao Supremo contra a decisão da Corte.

“Nós vivemos um processo em que, através das décadas, a competência, a qualificação e a ética aumentaram e o ministro Gilmar Mendes e os seus companheiros deram um gigantesco passo atrás”, disse.

Para o professor de comunicação, autor de vários livros sobre jornalismo e atualmente presidente da Biblioteca Nacional, Moniz Sodré, a decisão do STF beneficia principalmente os donos de empresas.

“Não concordo com a tese de que estavam defendendo a liberdade de expressão. Foi uma desconsideraçã o do Supremo com a importância da atividade jornalística”, afirmou Sodré.

Segundo ele, apesar da crise que abriu, a decisão do STF pode ser útil para levar a uma reflexão entre os jornalistas sobre qualificação profissional. “Crise também significa oportunidade. É uma boa chance para se discutir o que é jornalismo e o que é informação hoje”, disse Sodré.

Sobre o impacto que a extinção da necessidade do diploma pode causar no meio acadêmico, o professor afirmou que as boas escolas vão permanecer, mas que poderá haver reflexos negativos nas faculdades mais fracas.

Com informações de Vladimir Platonow,
da Agência Brasil

Oito contra oitenta mil. Oito contra 180 milhões

Perplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil.

Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista.

Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.

A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país.

A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira.

Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade.

A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos.

Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão.

Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social.

Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão.

Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo.

Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.

A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo.

Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas.

Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.

Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Arrancaram-nos o diploma de Jornalistas!!!


O fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista foi determinado ontem, 17 de junho, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Enfim, eles conseguiram. O Supremo se curvou diante da pressão dos endinheirados e donos dos conglomerados midiáticos deste país.

Neste momento, se felicitam a ANJ (Associação Nacional dos Jornais), a Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) e a ABERT ( Associação Brasileira de Rádio e Televisão), entidades que representam as empresas de mídia e seus donos.

Cai em desgraça a FENAJ ( Federal Nacional dos Jornalistas) e seus sindicatos afiliados. Saem enfraquecidos os jornalistas de todo o Brasil.

Riem à toa os poderosos donos dos monopólios da comunicação, que dominam o Brasil de norte a sul. Se já era difícil jornalista falar o que queria em suas empresas, imagine agora. É a chamada missão impossível.

Perde a sociedade. Perde a democracia.

Agora somos iguais a cozinheiros, tomando emprestada a digníssima fala do presidente do STF, Gilmar Mendes.


Senhores, não percam tempo. Podem correr ao Ministério do Trabalho e assinarem suas carteiras de jornalistas. Qualquer um poder ser. Desembargadores, pedreiros, médicos, pintores, poetas, lixeiros, carpinteiros, escritores, advogados...

A partir de hoje, todo mundo que achar conveniente, pode se declarar jornalista.

Engraçado, estão usando dois pesos e duas medidas. A mesma regra não vale para as outras áreas co-irmãs da comunicação social. Pura incoerência ou perseguição?

O mesmo diploma continua sendo exigido dos publicitários e dos relações públicas.

Eles, publicitários e relações públicas, podem ter uma segunda profissão: jornalistas.

Mas nós, jornalistas, não podemos sequer pisar numa agência de publicidade sem um diploma à mão.

Tudo estava no script. Graças à liberdade conquistada, com suor e sangue, por muitos jornalistas do passado, é que o Brasil alcançou um patamar aceitável de liberdade de expressão e de imprensa e com isso conseguiu desenvolvimento em muitos aspectos nos últimos 20 anos.

E graças a esses abnegados jornalistas profissionais é que foram revelados conhecimentos e segredos, antes guardados e emparedados em gabinetes de Brasília e dos palácios políticos Brasil afora.

Foi por intermédio desses diplomados jornalistas que a sociedade pode conhecer como agem, em seus tronos, figuras como as do Sr. Gilmar Mendes e do Sr. José Sarney.

Quem os diga o mega-empresário Daniel Dantas e as netas e sobrinhas, empregadas secretamente no Senado Federal. Bem, mas afinal, a culpa é do Senado!!

E ainda pedem para que se respeitem os chefes dos poderes e as instituições da República.

Antes de finalizar, façamos o mea culpa. Os jornalistas também têm culpa no cartório. Por serem desunidos, esparsos e sem o são corporativismo, perderam muitas chances de se fortalecerem como uma categoria profissional. E a principal delas foi deixar escapar a formação do Conselho Federal de Jornalismo. Agora é chorar o leite derramado.

Uma coisa é certa: não nos daremos por vencidos. Vamos honrar até o fim nossos juramentos de jornalistas profissionais diplomados. Não se joga 40 anos assim, pelo ralo. Avante FENAJ!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Campos Belos sedia Jogos Abertos de Goiás, neste fim de semana

Campos Belos sediará neste próximo final de semana, de 19 a 21 de junho, mais uma etapa microrregional dos Jogos Abertos de Goiás, que neste ano chegam à sua 10ª Edição.

Atletas de 32 municípios estarão presentes e a previsão é de que o número de participantes seja recorde entre as etapas preliminares.

Na sexta-feira, 19 de junho, haverá a cerimônia de abertura no Centro Olimpico Padre Magalhães, com presença de autoridades e show da dupla Carlos Eduardo e Renato.

Segundo o presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), Talles Barreto, os jogos de 2009 serão os melhores de toda a história da competiçã e Campos Belos será um marco em este, mostrando que a cidade tem toda a estrutura para receber grandes eventos.

Este ano os Jogos acontecem em 12 microrregionais e quatro regionais.

Também entram as modalidades de futebol 7 society e mountain bike.

A natação, que estava sendo disputada somente na fase final, volta a ter competições nas regionais.

Na microrregional são disputadas modalidades coletivas de basquete, vôlei, handebol, futebol 7 society e futsal; nas regionais, além dessas, xadrez, atletismo, capoeira e agora, natação; na fase final são acrescidos o ciclismo, jiu jítsu, ginástica artística, judô, caratê, tênis de mesa, bicicross e paradesporto.


A data dos jogos, coencide com a realização do Arraiá Belo, o que irá fazer Campos Belos ter uma grande movimentação neste fim de semana.

Com informações de Hamilton Mendes.

Jogos Abertos de Goiás tem novos classificados. Próxima etapa será em Campos Belos

A cidade de Pires do Rio recebeu no último final de semana, a microrregional dos Jogos Abertos de Goiás. Atletas de 10 municípios da região Leste do Estado participaram dos jogos de futsal, basquete, vôlei, handebol e futebol 7 e society.

O evento, considerado o maior da região Centro-Oeste, é uma realização do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Esporte e Lazer. A próxima microrregional será realizada em Campos Belos, de 19 a 21 de junho.

Na etapa de Pires do Rio, se classificaram as equipe de Santa Cruz e Vianópolis no basquete feminino, enquanto no masculino passaram Santa Cruz e Professor Jamil. No futebol 7 society masculino conseguiram vagas as cidades de Pires do Rio e Vianópolis.

No futsal feminino estão Vianópolis e Urutaí, cidade que juntamente com Silvânia, se classificou no masculino.

Urutaí também leva suas equipes do handebol feminino e masculino para a próxima fase, sendo que Cristalina também se classificou no masculino.

Pires do Rio foi classificada nos dois naipes do vôlei, que também teve Santa Cruz no feminino e Piracanjuba no masculino.
Mais informações: (62) 3201.6068

Governador de Goiás confirma verba para UEG. Campus de Campos Belos será beneficiado


Em cerimônia realizada no Auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovido Teixeira, o Governador de Goiás, Alcides Rodrigues, anunciou investimentos para a UEG – Universidade Estadual de Goiás e o município de Campos Belos foi um dos beneficiados.

Os recursos liberados pelo Governo do Estado totalizam R$ 23 milhões para investimentos na Universidade Estadual de Goiás.

Do montante, aproximadamente R$ 17 milhões serão destinados à ampliação e adaptação das estruturas físicas das Unidades Universitárias de Santa Helena, Quirinópolis, Iporá, Goianésia, Campos Belos, São Luís de Montes Belos, Formosa, Anápolis, Crixás, Aparecida de Goiânia, ITUMBIARA, Itapuranga e Inhumas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jornalismo: uma profissão diante do Supremo Tribunal Federal


Jornalismo não é arte. Não é arte plástica, não é arte cênica, não é literatura, não é cordel, não é o artesanato da palavra.

Jornalismo é só uma profissão, um ofício com suas técnicas de apuração, redação e apresentação, que tem seu espaço de criação, mas, que - diferentemente da arte - não tem qualquer traço de ficção, nem é ilimitado no imaginário do jornalista.

Uma atividade que, infelicitadamente, ganhou um glamour - influência do grande desenvolvimento tecnológico que nos tempos modernos deu áurea à informação - e uma dimensão muito além do que ela em si mesmo deveria merecer.

Pensem só: ser tachada de o quarto poder já é algo que transcende às relações equilibradas em sociedade. Não está instituído que a imprensa é poder, mas ela atua como tal. Povoa o imaginário popular.

Caberia à imprensa apenas informar e formar as pessoas para que pudessem ter o espírito crítico em seu lívre arbítrio para julgar, analisar, optar ou decidir. Porém, passou a ser mais do que isso. Passou a um estágio de status ser apresentado como jornalista. Portanto, nada como todo mundo querer ser jornalista.

Todo mundo não, todos aqueles que crêem que imprensa é poder e que ser jornalista é ser, estar e conviver com o poder.

Por isso, é comum, nos dias atuais, as páginas de opinião dos jornais estarem preenchidas de artigos de autores que se identificam por sua profissão original e por uma segunda atividade complementar: jornalista.

É desembargador e jornalista, médico e jornalista, escritor e jornalista, advogado e jornalista etc, etc, etc. Ou seja, todo mundo é jornalista.

Nenhum quer, entretanto, deixar uma sala com ar-condicionado para subir morros cariocas, entrar em favelas do Recife, percorrer periferias de São Paulo, virar noites e feriados em coberturas de tragédias.

Nas próximas 48 horas, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar uma entre duas situações: a preservação ou o fim de uma profissão. Irá dizer se Jornalismo é arte, que qualquer ser humano letrado poderá exercer, ou se Jornalismo é um ofício que necessita de formação (e abnegação!).

Ao contrário daqueles que acreditam que Jornalismo é uma arte, há aqueles - os profissionais, os abnegados - que são convictos de que um jornalista, em seu ofício, não está fazendo arte, seja literatura ou qualquer criação.

O jornalista não cria, apenas relata, narra, conta. Coincide, tão-somente, com o artista apenas na necessidade imperiosa da liberdade de expressão. Liberdade que, ao ser utilizada, recebe a áurea de liberdade de imprensa.

Uma pequena metamorfose, porque, no Jornalismo, liberdade de imprensa é só uma forma de liberdade de expressão. Esta é muito mais ampla, inclui, inclusive, a liberdade nas artes.


O Jornalismo faz parte do imaginário do homem, mas é só o mediador da comunicação. Assim, não é arte, não pode ter a criatividade das artes, não pode ser ficção.

As matérias primas deste ofício são a verdade (o fato) e o conhecimento acumulado. Então, não é liberdade de expressão em todas as suas formas.

Mais que isso! Jornalismo não se vende, não é mercadoria, não é moeda de troca, de barganha ou de acumulação de riqueza.

Quem assume o papel do capital é a empresa privada e quem assume o papel do poder público é o Estado, por seus aparelhos de controle ideológico e por suas instituições de poder, não é o Jornalismo. Portanto, precisa ter alguém para exercê-lo com identidade.

Mas, nos dias que se precedem, corremos todos - aqueles que têm o Jornalismo por atividade exclusiva e para qual se prepararam - e a sociedade o risco de conviver com uma profissão para qual não se exigirá preparo, muito menos um código de ética, e sem que haja uma categoria.

Na medida em que deixar de existir uma regulamentação profissional, deixará de existir uma categoria. A remuneração, as condições de acessibilidade, as regras de um código de atuação, os critérios para as pautas, tudo será orientado pelos interesses, pela empresa, pelo poder.

Aí, o Jornalismo vira mercadoria. Qual independência terá um profissional para dizer não a quem lhe ferir os escrúpulos ou o direito de consciência?

Jornalismo também não é, e não pode ser, o refúgio dos incompetentes, a atividade dos que não deram certo em outros ofícios e, por falta de opções mais fáceis, venha a ser a alternativa de senhores de dinheiro, políticos ou autoridades de verem um filho enfim empregado e finalmente com uma profissão.

Jornalismo não pode ser a ocupação dos que não deram certo no direito, na engenharia, na medicina, na economia, no comércio, em qualquer outro ramo. Nem dos que querem o título para glamourizar o curriculo. E não pode ser o meio mais fácil de atuaçã de organizações sociais que não queiram respeitar a organização primária da sociedade: o trabalho.

Este é a primeira das organizações sociais. Uma exigência natural que a revolução industrial e a organização do capitalismo provocaram.

A organização do trabalho foi a contrapartida necessária e o sindicato o instrumento de mediação. Como, então, ter sindicato forte sem uma profissão regulamentada, sem existir categoria?

Neste País, não há ramo de empresas que tenha tantos privilégios e incentivos que o da comunicação, a mídia, a imprensa.

Qual o grande jornal do Brasil que fechou as portas de 1964 para cá? O último grande título que encerrou a atividade foi o Última Hora, empastelado pelo regime militar.

Jornais não pagam imposto sobre importação de papel, rádios e TVs não perdem a concessão.

Não há um só. À sombra de 64, muitos tornaram-se grandes conglomerados de comunicação, que conseguem rolar dívidas ou obter empréstimos para sair de dificuldades sem os empecilhos que os outros ramos empresariais emfrentam.

A comunicação tem sido o melhor ramo para se construir um monopólio. Até de quem parte a acusação de inconstitucionalidade da regulamentação de uma profissão, no verso não pesa a arguição de inconstitucionalidade da propriedade cruzada dos meios de comunicação.

Enfim, quem já pesquisou ou leu jornais de décadas passadas ou sobre o Jornalismo que se fez até 1969, o ano da regulamentação dos jornalistas brasileiros - um decreto que é só uma legislação trabalhista -, constatará que o Jornalismo feito foi sempre inferior ao Jornalismo que se faz.

Fazemos um Jornalismo sempre melhor do que sempre se fez.

E temos que agradecer aos cursos instituídos a partir nos anos 40 e 50, à formação no Jornalismo, que ampliou o profissional, deu-lhe a noção de impessoalidade, despertou-lhe a sensibilidade para o que é notícia, instigou-lhe a independência e exigiu-lhe um código de ética profissional.

Com tudo isso, se não há imparcialidade, por serem todos humanos, há condição de ser isento no exercício do ofício. O risco será perder tudo para quem acha que Jornalismo é arte.



Ayrton Maciel- Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (SinjoPE)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Humor: Quanto é Deputado? (de Zeca Brandão)

Juiz de Campos Belos suspende, em caráter liminar, votação de contas municipais

O Juiz da Comarca de Campos Belos, Decildo Ferreira Lopes, determinou hoje, em sede de liminar, que a Câmara Municipal de Campos Belos se abstivesse de votar as contas apresentadas pelo Poder Executivo local, referentes aos anos 2005 e 2006.

Os dois exercícios tinham sido julgados irregulares pelo Tribunal de Contas dos Municípios(TCM), em Goiânia, imputando ao ex-prefeito um débito da ordem de 2,6 milhões de reais.

A decisão liminar do Juiz Decildo Ferreira chegou à Câmara por volta das 15 horas e suspendeu a votação dos balancetes, determinando ao Presidente da Casa, Pedrinho do Sindicato, a devolução dos documentos, no prazo de 10 dias, ao TCM.

Entretanto, a Câmara ainda se reuniu hoje à noite, em audiência pública, e conseguiu votar as prestações de contas do município relativas aos anos de 2001 e 2003.

Esses dois exercícios financeiros foram aprovados pelo TCM e julgados regulares.

Nesse caso, o plenário da Câmara Municipal ratificou o julgamento da Corte e aprovou, em plenário, as contas do ex-prefeito Ninha.

A bancada de oposição na Câmara Municipal prometeu recorrer, ainda esta semana, junto ao TCU, para tentar derrubar a liminar e votar os balancetes julgados irregulares.

Agora é esperar para ver como se comportarão as peças de xadrez e as estratégias dos atores no tabuleiro político da cidade de Campos Belos.

Amanhã, terça-feira (16 de junho), os vereadores voltarão a se reunir para concluir as votações dos outros exercícios financeiros.

Conheça os atores do atual cenário político de Campos Belos

Hoje à noite, nove vereadores vão decidir a respeito das contas apresentadas pelo Poder Executivo ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do estado de Goiás, referentes aos anos de 2001,2003,2005,2006,2007 e 2008.

É hora de ver se os parlamentares realmente são fiscais do dinheiro público.

Veja abaixo os nomes dos atores do atual cenário político.

Vereadores de Oposição

JURANDI JOSE DOS SANTOS- JURANDA (PMDB)
DARCY DE ABREU FILHO – SGT ABREU (PMDB)
JOSE SOUZA AIRES – ZÉ AIRES (PMDB)
CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA – CARLINHOS DO AMÉRICA (PV)

Vereadores da base aliada do Governo Municipal

GILBERTO RODRIGUES DE BRITO – GILBERTINHO (PP)
JOSÉ DOMINGOS OLIVEIRA DA SILVA – ZÉ DOMINGOS (DEM)
SEBASTIÃO JOSÉ FERREIRA – TIÃO DO CRISA (DEM)
BRASILINO JOSE DA SILVA (PR)
PEDRO CARDOSO DA CRUZ – PREDRINHO DO SINDICATO (PPS)

domingo, 14 de junho de 2009

Câmara Municipal de Campos Belos julgará, nesta segunda e terça-feira, contas do ex-prefeito Ninha reprovadas pelo TCM

Nesta segunda e terça-feira (15 e 16 de junho), a Câmara Municipal de Campos Belos votará as contas apresentadas pelo Poder Executivo ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) do estado de Goiás, referentes aos anos de 2001,2003,2005,2006,2007 e 2008.

As prestações de contas apresentadas pela prefeitura foram rejeitadas pelo TCM, o que ensejam valores perto de 3 milhões de reais, durante a execução orçamentária daqueles exercícios financeiros.

Segundo a Constituição Federal, a Câmara precisa de 2/3 dos membros da Casa para rejeitar a decisão do plenário do TCM e apenas 1/3 para aceitar o parecer do Tribunal.

Isso significa que dos nove vereadores, seis devem dar seu voto contrário à decisão do TCM e aceitar a prestação de contas do ex-prefeito Aurolino José do Santos (Ninha), referente às suas duas gestões ( 2000/2003 e 2004/2008).

É uma conta difícil de fechar, já que na Câmara há quatro vereadores de oposição ao atual prefeito Sardinha, herdeiro político do ex-prefeito Ninha e alvo das rejeições.

Caso os pareceres do TCM sejam acatados, o ex-prefeito terá que devolver os valores julgados irregulares e poderá ficar inelegível por até 8 anos.

As audiências na Câmara Municipal serão públicas e terão início às 20 h, no plenário da Casa.

Um carro de som, contratado por parlamentares de oposição, passou todo o fim de semana convocando a população a participar das seções que julgarão as contas do ex-prefeito Ninha.

De acordo com o Vereador Jurandir José dos Santos (Juranda), da base de oposição ao Prefeito Sardinha, o ex-prefeito Ninha entrou com uma ação junto ao Poder Judiciário, em sede de liminar, com o objetivo de embargar, por enquanto, a decisão da Câmara.

A decisão liminar dever sair no decorrer desta segunda-feira.

Agora é aguardar os embates das forças políticas do município e as decisões dos Poderes Judiciário e Legislativo local.


Copie aqui o link para ver a lista dos municípios com contas rejeitadas

http://www.jornalopcao.com.br/Contas%20Mensais%20de%20Gestao%20-%20Executivo%20Balancetes%20de%20Prefeitos.pdf

terça-feira, 9 de junho de 2009

Humor: fumo para esquecer... (Malvados)

Blogueiro vai a Campos Belos

Para aproveitar o feriadão de Corpos Christi, este Blogueiro vai passar o próximo fim de semana em sua cidade natal.

Os objetivos são vários: rever a família, os amigos, estudar, descansar, e claro, procurar assunto para o nosso blog... será que dar tempo?!

Bem, pelo menos a máquina fotográfica e os livros vão a tiracolo.

Juiz de Campos Belos é homenageado

Humildade e senso de justiça. Essas foram as palavras usadas pela comunidade de Campos Belos para homenagear o primeiro ano de trabalho prestado pelo juiz Decildo Ferreira Lopes à comarca.

O agradecimento foi feito ontem, 8 de junho, pela manhã, por servidores da Justiça e representantes dos Conselhos de Segurança Pública e Tutelar, Polícia Militar e Prefeitura Municipal.


Fonte: Tribunal de Justiça de Goiás

UEG de Campos Belos promove Colóquio de Letras

O 4º Colóquio de Letras da UEG de Campos Belos começou hoje (9 de junho) e prossegue até o próximo dia 10.

O evento tem como tema Desafios e Perspectivas no Ensino e Aprendizagem de Línguas e Literatura e pretende abordar as questões culturais e de identidade, as novas tecnologias e novas mídias disponíveis para o processo de aprendizagem tanto da língua portuguesa quanto da inglesa.

Atendendo às normas do Ministério da Educação, será discutido o ensino da língua portuguesa para alunos surdos, debatendo abordagens e metodologias.

Mais informações (62) 3451-1049.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Humor: faça sua escolha

Amordaçados...

Campos Belos me intriga. Sempre que tenho oportunidade de ir à cidade, encontro pessoas preocupadas com o bem-estar da comunidade, com o desenvolvimento do município, com o bom uso do dinheiro público, enfim, desejosas de que as coisas andem como têm de andar.

Bastar eu chegar na cidade e não ir à emissora de rádio local, que logo recebo ultimatos e “broncas” de estar, digamos, renegando os ouvintes e os assuntos que todos querem dizer, mas, por força das circunstâncias, não têm a oportunidade ou não têm a coragem de levar a público problemas e fatos de interesse comum.

E digo isso também dos comunicadores das rádios, com raras exceções.

E pudera. Numa cidade pequena, todo cuidado é pouco e os interesses são muitos. Entretanto, Eu não me furto a dizer, nos meus programas, o que acho que deve ser dito. Até porque não tenho vínculos políticos ou grupais.

Claro que faço uso disso com consciência, sem leviandades, injúrias, difamações. Mas também sem hesitar em ferir sentimos, mesmo de amigos.

Dizemos o que todo jornalista tem de falar, em sua difícil missão de informar, relatar e interpretar fatos do dia a dia, sempre tendo como farol o bem-comum.

Falamos das necessidades das pessoas, dos desrespeitos, dos desmandos, intentamos o que a própria Constituição Federal pede para fazermos, ao defender interesses das pessoas mais fracas, menos capazes, mais expostas a abusos, como as crianças, os idosos, as mulheres, os analfabetos...

Falamos das ações de desrespeito, por exemplo, aos Estatutos do Idoso e o da Criança e do Adolescente; orientamos quanto à necessidade do bom uso da água; das práticas abusiva de queimadas; da necessidade da Administração Pública bem usar o nosso mirrado dinheiro de impostos.

Parece coisa boba comentar assuntos como este, que na maioria das vezes mexe com o bril de pessoas, com o poder, afeta interesses. E por isso, poucos têm coragem de usar o microfone ou qualquer outro meio de comunicação para isso.

E acho normal esse resguardo. Afinal é, às vezes, questão de sobrevivência.

O Exemplo mais claro disso foi o fato que publicamos recentemente aqui no Blog.

A notícia (velha, de abril do ano passado), de que Campos Belos figurava como uma das cidades campeãs em irregularidades do uso do dinheiro público. Campeã brasileira!
Agora, não duvido que muita gente teve acesso, à época, a esta informação. Porém guardou, sabe lá porque, consigo mesma.

E não foi à toa que criei este Blog. A intenção é a mesma. Não só para falarmos de coisas diversas, de expor nossos pontos de vista, mas também para defender os interesses da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país.

Mas quando falo que Campos Belos me intriga, digo pela falta de apoio que sinto do próprio povo da cidade nos assuntos de seu interesse.

As coisas estão acontecendo aí, boas e ruins. Mas, acredite você, que não consigo achar um colaborador na cidade. E não é um colaborador especialista. É apenas uma pessoa mais preocupada e interessada em ver as coisas acontecerem, se indignar e relatar.

Como estou longe da cidade, preciso de informações, fatos, assuntos, bate-boca dos bastidores políticos, enfim, precisamos de pessoas que se tornem fontes de informações.

Conheço muita gente, fontes e mais fontes. Entretanto, cem por cento das pessoas procuradas por mim, se quer tiveram o trabalho de responderem os e-mails ou retornarem as ligações.

E eram pessoas com certo conhecimento das “coisas” que acontecem na comunidade. Ex-candidatos a cargos eletivos, ex-mandatários e até certo ponto, gente polêmica, políticas, como dizem por aí, “sem papas nas línguas”, que falam pelos “cotovelos”, se permitem-me usar dessa fala popular. É decepcionante.

Pois é. O que será que ocorre com essas fontes de Campos Belos...

domingo, 31 de maio de 2009

Fila Night Run, circuito de corrida noturna, chega a Brasília e arrasta cada vez mais adeptos



Cerca de 7 mil atletas participaram, ontem à noite (sábado, 30 de maio), na Espanada dos Ministérios, em Brasília, do Fila Night Run, circuito de corrida noturna, promovido pela marca Fila.

O evento de Brasília é o segundo da série 2009. O primeiro ocorreu em São Paulo, em 9 de maio. As próximas edições acontecem nas cidades do Rio de Janeiro (8 de agosto) e de Belo Horizonte (29 de agosto).

A corrida contou com dois percursos, 5 e 10 quilômetros, bem sinalizados, com bons provedores de pontos d’água e ótima estrutura. Mais do que isso, os percursos percorreram os pontos símbolos da Capital Federal.

A largada e chegada foram na altura da Catedral, passando por toda a Esplanada dos Ministérios, Itamaraty, Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto.

O retorno foi mais pesado, principalmente para os "corredores de primeira viagem". A volta foi praticamente uma subida única, percorrendo toda a Avenida das Nações e a elevação do Ministério da Justiça.

A temperatura amena de 20º Celsius e a boa organização do evento, com distribuição de frutas, bebidas isotônicas e a apresentação de DJ e de uma banda paulista de rock, ajudaram no sucesso da festa.

Eventos como o Fila Night Run vem ganhando cada vez mais adeptos nas grandes cidades do Brasil.

É um público que reúne pessoas de todas as idades, preocupadas, não com um lugar no pódio, mas com o bem-estar, a saúde física e mental e com a superação de limites pessoais.

Por isso, neste tipo de corrida há ausências de grandes corredores e atletas profissionais e uma quantidade cada vez maior de famílias participando dessas jornadas, diurnas ou noturnas.

Abrindo um parêntesis, a minha mulher, Fernanda Miranda, fez sua estréia em corridas noturnas e saiu-se bem nos 5 km da Fila Night Run, com tempo de 30 minutos. É mais uma que se apaixonou por esta modalidade de esporte.

Para quem pretende estrear ou participar de mais uma corridinha pelas avenidas de Brasília é bom ir se preparando. O Circuito Eco Rum, de 5 e 10 km, está chegando. A prova vai ocorrer em 9 de agosto e tem uma causa bem bacana e globalizada: a preservação ambiental.

Mais informações www.ecorun.com.br ou www.o2porminuto.com.br


sábado, 30 de maio de 2009

Arnaldo Jabor: brasileiro é babaca !

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.

É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente.

Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...

malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.

Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:


O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.

Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?


Arnaldo Jabor

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Precisou morrerem mais de 15 piauienses para poder virar notícia


Quem acompanha nosso Blog, sabe o quanto nós estamos sendo incisivos em relação ao tratamento desigual, imoral e mesmo inconstitucional que vem sendo dado aos problemas enfrentados (há quase três meses!) por milhares de pessoas no nordeste e no norte do Brasil, vítimas das chuvas.

Um tratamento muitíssimo diferente do dado aos flagelados de Santa Catarina, no final do ano passado, quando aquele estado também sofreu com a fúria das águas.

O Brasil inteiro foi solidário. Surgiu uma enorme corrente de “SOS Santa Catarina”, como nunca visto. publiquei que "aqui em Brasília, em muitos órgãos públicos, escolas, associações, paradas de ônibus, voluntários se juntavam, numa corrente de ajuda, em busca de doações de roupas, colchões, comida, água".

E foi assim de norte a sul do país. Uma mobilização gigantesca em todo o Brasil, que foi preciso a Defesa Civil pedir para não mandar mais doações.

Enfim, dizia que a mídia se mobilizou para o caso de Santa Catarina e estava se lixando com o mesmo problema, ainda que maior, sofrido pelas populações pobres do norte. E por tabela nós, brasileiros, também.

Eu perguntava naquela ocasião, quantos brasileiros "cara de índio" valiam um de olhos azuis do sul do país. Quantos nordestinos e nortistas daqueles estados teriam que morrer para que a tragédia pudesse virar notícia de fato e mobilizar para ajudar.

Falei até de uma teoria jornalística/européia, que fala de valor-notícia, onde um operário inglês vale mais do que 40 trabalhadores chineses; que 300 mortos em Mogadíscio valem menos do que 10 mortos nos arredores de Lisboa.

Pois é. O Piauí agora é notícia.

Foi preciso um barragem se romper, matar mais de seis pessoas e desaparecer com mais quinze.

E claro, pressionado, o governo resolveu agir.

Eis a notícia de hoje à noite, sexta-feira(29/05).

Governo do Piauí vai liberar R$ 750 mil para municípios atingidos por enxurrada


Os municípios atingidos pela enxurrada provocada pelo rompimento da Barragem Algodões 1 em Cocal, no Piauí, vão receber R$ 750 mil do governo estadual para o atendimento de obras emergenciais.

De acordo com a assessoria do governo, R$ 500 mil serão repassados para Cocal e R$ 250 mil para Buriti dos Lopes.


Segundo o prefeito do município de Cocal, Fernando Sales, o plano de trabalho prevê a reconstrução de casas, estradas, escolas e postos de saúde. Mas, de acordo com ele, a prioridade continua a ser o resgate das vítimas.

"Quando todos forem resgatados e estiverem em lugares seguros, nós vamos começar a trabalhar nisso [plano de recuperação]", disse.


A mídia agora também dá atenção. Será que a ajuda agora chega??


Seis mortes

A Polícia Militar do Piauí resgatou no início desta noite o corpo de Maria Andreina Pereira, de 6 anos, na comunidade de Franco, em Cocal (PI). Com a localização do corpo, sobe para 6 o total de óbitos confirmados após a inundação.

A criança era uma das pessoas que estavam na lista de desaparecidos oficialmente, que agora cai para 3.

Mais cedo, o Corpo de Bombeiros havia localizado o corpo de José Francisco Alves dos Santos, 36, também em Cocal. Ele era morador da comunidade Angico Branco para onde o corpo será transportado.

As últimas informações da Defesa Civil são que 2.853 pessoas foram atingidas pela enxurrada, sendo 2.000 desabrigados e 953 desalojados. Ao todo, 120 casas ficaram destruídas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Campos Belos recebe recursos do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde liberou R$ 707 mil para o Complexo Regulador do Estado de Goiás e R$ 172 mil para as regionais de Uruaçu, São Luís dos Montes Belos, Catalão, Jataí e Campos Belos.

A informação é do gerente de Regulação, Controle e Avaliação e coordenador de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde, Luciano Leão.

O repasse da verba é baseado na Portaria nº 584, de 24 de março de 2009. Esta semana o Ministério comunicou que já foi depositado o valor para o Complexo Regulador e regionais.

O Complexo Regulador de Goiás foi criado em 2002 pela Comissão Bipartite. A implantação do sistema aconteceu em 2008. Hoje, o Complexo é constituído pela Central de Regulação de Urgências.

A previsão é que sejam criadas também as Centrais de Internação e de Exames. “A Secretaria da Saúde pretende criar ainda as Centrais de Transplantes e de Alta Complexidade”, afirma Luciano Leão.

Segundo o coordenador, a missão da Central de Regulação de Urgências é regular os casos dos pacientes graves que demandam atendimento em Goiânia.

“O objetivo é cobrar resolutividade regional e o cumprimento da Programação Pactuada Integrada pelos municípios”, informa. Além disso, a estratégia é melhorar as redes regionais de atendimento às urgências.

Com informações do "Goiás Agora"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Humor: Homens, todos iguais... (Malvados)

Prefeitura de Campos Belos demora reerguer ponte entre o município e o povoado de Pouso Alto

Segundo o leitor Gilberto Beltrão, desde setembro do ano passado, a ponte sobre o córrego Dois Irmãos, que liga a cidade de Campos Belos ao povoado de Pouso Alto, em Goiás, divisa com o estado da Bahia, está caída.

Gilberto afirma que, até a presente data, a prefeitura de Campos Belos não tomou nenhuma iniciativa para reerguer a ponte, que está obstruindo a ligação da sede administrativa com essa região importante do município.

Ainda segundo o leitor do nosso Blog, outra ponte, que liga o centro da cidade ao bairro do Setor Buritis, também está destruída e há uma demora excessiva em sua reconstrução.

Lembramos aos caros blogueiros que neste tipo de denúncia é interessante fazer o registro com uma fotografia do local. Assim, textos e imagens podem ser enviados para o seguinte e-mail: dinomarmirada@yahoo.com.br.

Utilidade pública : SAMU X Celular

Gente, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que atende pelo número 192, lançou uma idéia interessante.

Os operadores das ambulâncias e emergências médicas perceberam que, muitas vezes, nos acidentes das estradas, os feridos têm um celular consigo.

No entanto, na hora de intervir com esses doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.

Com base nisso, o SAMU lançou a idéia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NUMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência.

Assim, deverá ser feito da seguinte forma: “AA Emergência” (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos).

É simples, não custa nada e pode ajudar muito o SAMU ou quem nos acuda.

Se lhe parecer correta a proposta, execute a operação no seu celular. É simples e pode salvar uma vida.

Para conhecimento, o SAMU conta hoje com 114 Serviços de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil, em atividade em 926 municípios, abrangendo cerca de 92,7milhões de pessoas. Em qualquer situação de urgência, ligue 192.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Policiais do Piauí prendem, em Campos Belos, ciganos acusados de matar policial

Dupla foi presa na cidade de Campos Belos e foi levada para Teresina, nesta sexta-feira. Comparsa foi detido em Pernambuco.


Policiais da Comissão Investigadora do Crime Organizado (CICO) e da Delegacia de Combate aos Crimes de Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc) do estado do Piauí prenderam, na tarde desta sexta-feira (22/5), dois ciganos acusados de matar o agente da polícia civil José André Pereira dos Santos, no dia 21 de abril.

De acordo com informações do delegado Carlos César, da CICO, eles estavam em um posto de gasolina abandonado na cidade de Campos Belos, em Goiás. Eles já estão sendo levados para Teresina, capital daquele estado.

O delegado Samuel Silveira, da Deccoterc, participou da ação. Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados.

No dia 2 de maio, José Sales da Paz, 30 anos, foi capturado no município de Bom Jardim, agreste de Pernambuco. Ele teria sido o autor dos disparos que mataram José André no bairro Porto Alegre, em Teresina.

O policial estava de folga em um bar quando teria se desentendido com os ciganos. Eles deixaram o local e retornaram armados. O policial morreu com três tiros.

Com informações do Cidade Verde.

Humor: seja breve, camarada! (Larte)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Chuvas no Nordeste: jornal só agora comprova a nossa tese de discriminação e tratamento desigual

Como nós já tínhamos antecipado aqui no Blog, há um tratamento desigual e até mesmo discriminatório contra os atingidos pelas chuvas que assolam o Nordeste e o Norte do Brasil.

Um tratamento muito diferente do proporcionado aos desabrigados das chuvas em Santa Catarina, no final do ano passado. E a discriminação parte de muitos segmentos, tanto do governo quanto da sociedade organizada.

Este tratamento diferenciado mancha e revela o abismo que há entre o sul e o norte do Brasil. Mostra também um pouquinho do que ocorre no dia a dia político em relação aos temas que envolvem essas regiões.

Imagine o que acontece em assuntos que envolvem divisão de poder e dinheiro!!

É uma discriminação histórica, que infelizmente continua a acontecer em plena época da globalização da informação, que em tese diminuiria as distâncias e aproximaria povos e culturas.

Hoje, a Agência Estado, tardiamente, comprova o que nós já tínhamos alertado.

Depois de ler a matéria da Agência Estado, compare-a com o texto que escrevemos na semana passada.

Leia abaixo o texto daquela agência.

Apesar de ter mais desalojados, NE recebe menos ajuda

São Paulo - Há seis meses Santa Catarina foi atingida por chuvas fortes e os morros inteiros desmoronaram, na segunda maior tragédia natural na história da região. O País acompanhou comovido histórias das familiares. Dezenas de helicópteros levavam doações, senadores faziam reuniões de emergência e toneladas de roupas e comida eram enviadas ao Estado.

Comparando números da tragédia de SC com da que acontece agora no Nordeste, parece que o fato ocorre em países diferentes. Apesar de ter 4 vezes mais desalojados, a região conta com menos doações e a verba pública só foi liberada ontem.

Santa Catarina teve 63 cidades afetadas, 137 mortes, 51 mil desalojados e 27 mil desabrigados. No total, a estrutura de suporte para lidar com as enchentes contou com 24 helicópteros e 4 aviões da Força Aérea.

Doações da sociedade totalizaram R$ 34 milhões e o governo federal e o Congresso Nacional prometeram a liberação de R$ 360 milhões. Apesar de registrar um número menor de mortos até o momento, 45, o Nordeste tem 299 cidades afetadas, 200 mil desalojados e 114 mil desabrigados.


Mesmo assim, com um número 4 vezes maior de pessoas que precisam urgentemente de ajuda, só 3 helicópteros e 3 aviões atuam na região. E as doações não alcançam R$ 4 milhões.

Só ontem, quase dois meses após o início das tempestades, o governo federal destinou verba ao Nordeste, por meio de medida provisória assinada pelo presidente em exercício José Alencar, que liberou R$ 880 milhões - incluindo ajuda às vítimas da seca no Sul.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Entrevista: A prioridade de Rosana Cardoso é ser candidata a prefeita de Campos Belos